Jornal das Autarquias | Fevereiro 2026 - Nº 220 - I Série

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Porto de Mós

Manuel Freitas Barroso

Manuel Freitas Barroso

J.A.- O turismo e o sector primário são valorizados nessa autarquia?
J.F.- Sim, na nossa autarquia valorizamos e reconhecemos a importância estratégica de ambos os setores para o desenvolvimento local.

J.A- Cada dia que passa, a violência doméstica, tem se tornado um autêntico flagelo. Quais as medidas poderão ser tomadas para que o mesmo seja atenuado?
J.F.- É fundamental divulgar o trabalho das autoridades, de profissionais especializados como psicólogos e incentivar o apoio de familiares de confiança. Enquanto autarquia, o nosso papel é encaminhar prontamente para as entidades competentes todos os casos que cheguem ao nosso conhecimento.

J.A.- Esta situação está a tornar-se, quase como um hábito, inclusive nos jovens em situação de namoro. Qual a vossa opinião?
J.F.- Na minha opinião, este fenómeno infeliz deve-se, em grande parte, à existência de uma falta de educação e de valores que precisa de ser trabalhada.

J.A.- Que recursos financeiros necessitam as populações mais enfraquecidas (a vários níveis) nessa autarquia?
J.F.- Felizmente, a nossa freguesia tem uma população que não apresenta carências financeiras graves. Contudo, considero que, a nível de Estado, deveriam ser tomadas medidas para fortalecer as reformas mais baixas e apoiar quem mais precisa.

J.A.- Como reagiu essa autarquia com a chegada de imigrantes, mesmo depois terem sido tomadas novas medidas para regular a sua entrada no Pais. Qual a Vossa opinião sobre este assunto?
J.F.- Os imigrantes são sempre bem acolhidos na nossa terra, tal como os nossos antepassados foram bem recebidos noutros países. A nossa posição é de abertura, desde que todos respeitem os nossos cidadãos e cumpram com os seus deveres.

J.A.- O que pensa sobre as medidas que o Governo quer implementar sobre o parque habitacional?
J.F.- Penso que o Governo está a seguir um bom caminho com o parque habitacional. No entanto, é importante que exista abertura para a habitação local, respeitando sempre os usos e os velhos costumes dos cidadãos desta humilde freguesia, pois, por vezes, a burocracia excessiva leva as pessoas a tomar outras atitudes e decisões, desistindo dos projetos que tinham para ficarem na freguesia, e indo para outras zonas.

J.A.- Os preços dos bens alimentares e outros, cada vez estão mais altos. Que medidas acha que o Governo deve tomar?
J.F.- O Governo deveria ter mais atenção e apoiar mais os agricultores, especialmente os pequenos produtores. Além disso, seria importante baixar o IVA em todos os bens alimentares essenciais.

J.A.- Com as tempestades ocorridas neste Inverno resultante das derrocadas provocadas pela degradação dos terrenos?
J.F.- É necessário que as Câmaras Municipais e a Proteção Civil trabalhem com uma atenção redobrada, sempre em estreita conjugação com as Juntas de Freguesia.

J.A.- Que problemas mais prementes necessitam de intervenção rápida nessa autarquia?
J.F.- As áreas que requerem uma intervenção mais urgente na nossa autarquia são as vias públicas, o saneamento e os acessos rurais.

J.A.-Como está a situação financeira da autarquia neste mandato?
J.F.- A situação financeira da Junta de Freguesia de São Bento é estável e estamos a cumprir rigorosamente o orçamento a que nos propusemos. É nossa intenção que assim continue.

J.A.-Qual o apoio que a câmara municipal presta às juntas de freguesia?
J.F.- O apoio é prestado através de Contratos Interadministrativos, colaboração da proteção civil, apoio em alguma pavimentação (alcatrão) e auxílio no desenvolvimento de projetos.

J.A.-Que mensagem quer transmitir à população da sua autarquia?
J.F.- Quero transmitir uma mensagem de solidariedade a todos. Reforço que o Executivo e eu próprio estamos sempre disponíveis para o que necessitarem e convido todos a seguirem as nossas páginas oficiais.

J.A.- O Jornal das Autarquias existe desde 2007! Quer deixar-nos a sua opinião sobre o trabalho do mesmo?
J.F.- Desejo que continuem com o bom trabalho que têm realizado desde 2007 e deixo o meu muito obrigado.

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