Entrevista do Presidente da Câmara Municipal de Mourão

João Filipe Cardoso Fernandes Fortes

J.A.- O turismo e o sector primário são valorizados nessa autarquia?
P.C. Não podia ser de outra forma. Face aos recursos endógenos e características do território, está esta autarquia empenhada no fortalecimento e posicionamento do concelho face às oportunidades existentes nestes setores de atividades vincando, claramente, o potencial de Alqueva.

J.A-As medidas já tomadas pelo Governo contra a violência doméstica, serão suficientes para atenuar esse flagelo?
P.C. Pela experiência do terreno, este flagelo que, infelizmente, afeta ainda demasiadas pessoas, não tem resposta nas várias iniciativas governamentais. Num contexto social distante da sensibilização via meios tradicionais, importa o trabalho de ação social da autarquia para evitar problemas de maior.

J.A.- Que recursos financeiros necessitam as populações mais enfraquecidas (a vários níveis) nessa autarquia?
P.C. Damos um forte enfoque ao acompanhamento social da nossa população com destaque para situações de carências que obriguem a autarquia a intervir em pequenas melhorias particulares a nível de segurança nas habitações de agregados sem fontes de rendimentos ou, também, auxiliando da melhor forma a nível de transportes para deslocações relacionadas com a saúde. Não se descura ainda a capacidade de atendermos e encaminharmos as sinalizações para que aufiram de apoio a nível de alimentação acima de tudo.

J.A.- O que pensa sobre as medidas tomadas pelo governo sobre o Covid 19 e sua vacinação?
P.C. Julgo que na globalidade, num período conturbado e de incerteza, o governo acabou por ultrapassar a situação, com alto e baixos é verdade, mas, resumidamente, bem.

J.A.- Que medidas pensa tomar durante este novo mandato?
P.C. As medidas são várias e em várias frentes, mas muito focadas na reabilitação e requalificação de infraestruturas básicas do concelho, aposta forte na juventude e no associativismo, assim como o estímulo na prossecução de habilitações a nível do ensino superior. Não podemos esquecer, por fim, uma forte aposta na dinamização de atividades a nível cultural e pedagógico para a terceira idade e, uma reforma profunda, na questão do acesso ao primeiro direito, nomeadamente a realocação de núcleos familiares precários em habitações condignas.

J.A.- que problemas mais prementes necessitam de intervenção rápida nessa autarquia?
P.C. A reorganização de serviços e definição de uma comunicação clara a nível interno são essenciais para que possamos, num curto espaço de tempo, ser céleres a dar as respostas que os munícipes necessitam.

J.A.-Como está a situação financeira da autarquia neste novo mandato?
P.C. Não sendo a mais confortável, uma vez que é uma autarquia ainda ao abrigo do PAEL, assim como um passivo considerável, pode-se afirmar que estamos a trabalhar paulatinamente para não defraudar o exercício do programa politico com a vitalidade das contas certas.

J.A.-A câmara presta apoio às juntas de freguesia?
P.C. Através de contratos de delegação de competências, a autarquia apoia as JF em todas as frentes.

J.A.-Que mensagem quer transmitir à população da sua autarquia
P.C. Mantermos a união, confiança e entreajuda para que, entre vontades e desejos distintos, possamos estar em sintonia num concelho mais justo e desenvolvido.

J.A.- O Jornal das Autarquias existe desde 2007! Quer deixar-nos a sua opinião sobre o trabalho do mesmo?
P.C. É um trabalho fundamental e que deve ao máximo ser preservado pelo bem da transparência e divulgação do trabalho em contexto autárquico. Obrigado.

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