Rui Fernando Eusébio de Matos Dias
JA- O turismo e o setor primário são valorizados nessa autarquia?
P.J-Sim. O Presidente considera que tanto o turismo como o setor primário são áreas essenciais para o desenvolvimento local.
Ortiga tem recursos naturais, paisagísticos e culturais que merecem ser valorizados. A Junta tem apoiado eventos, iniciativas ligadas ao rio, ao parque de campismo, aos trilhos e às tradições locais.
No setor primário, reconhece a importância dos pequenos produtores e agricultores, procurando sempre articular com o Município e outras entidades medidas que os apoiem e valorizem.
JA- A violência doméstica tem aumentado. Que medidas podem ser tomadas?
P.J O Presidente considera que a Junta deve estar atenta e disponível para encaminhar situações.
A freguesia trabalha em articulação com a Câmara Municipal, CPCJ, forças de segurança e serviços sociais, promovendo informação, proximidade e sinalização atempada.
Sente que a primeira resposta deve ser sempre: não ignorar sinais de perigo e apoiar quem pede ajuda.
JA- A violência no namoro também tem aumentado. Qual a opinião da autarquia?
P.J O Presidente considera muito preocupante que comportamentos abusivos estejam a surgir cada vez mais cedo.
Defende que a prevenção deve começar nas escolas e nas famílias, através de programas de sensibilização e da promoção de relações saudáveis, de respeito e diálogo.
A Junta está disponível para colaborar sempre que for chamada a participar em ações dirigidas aos jovens.
JA- Que recursos financeiros necessitam as populações mais fragilizadas da autarquia?
P.J As famílias mais vulneráveis precisam de respostas rápidas e ajustadas:
– apoio alimentar,
– acompanhamento social,
– apoio a despesas de saúde,
– transporte para consultas,
– e, em alguns casos, ajuda urgente para pequenas obras domésticas.
A Junta procura sempre ajudar dentro das suas possibilidades, articulando com a Câmara e com a IPSS local para encontrar soluções eficazes.
JA- Como reagiu a autarquia à chegada de imigrantes? Qual a opinião?
P.J O Presidente considera que a chegada de imigrantes deve ser gerida com equilíbrio e respeito.
Ortiga sempre foi uma terra acolhedora e continuará a sê-lo, desde que haja integração, cumprimento das regras e acompanhamento das famílias.
Destaca o esforço das instituições locais em incluir estas pessoas na comunidade e considera que a diversidade, quando bem acompanhada, pode ser uma mais-valia para a freguesia.
JA- O que pensa sobre as medidas governamentais para o parque habitacional?
P.J O Presidente considera que o país necessita urgentemente de soluções habitacionais, tanto para jovens como para famílias de baixos rendimentos.
Qualquer medida que facilite o acesso à habitação condigna, que agilize processos e que promova habitação a custos controlados é vista como positiva.
Defende, contudo, que o interior precisa de medidas específicas, adaptadas à realidade local e que ajudem a fixar população.
JA- Os preços continuam muito elevados. Que medidas devem ser tomadas?
P.J- O Presidente considera que o Governo deve atuar em três frentes:
– maior fiscalização sobre práticas especulativas,
– apoio direto às famílias mais vulneráveis,
– apoio às pequenas empresas que também sofrem com o aumento dos custos.
Defende que os territórios rurais devem ser protegidos, pois as famílias enfrentam custos de deslocação muito maiores do que nas zonas urbanas.
JA- Como reagir às inundações e derrocadas provocadas pelas tempestades de inverno?
P.J- O Presidente acredita que é essencial atuar antes da calamidade.
A Junta tem feito limpeza de valetas, acompanhamento de zonas mais sensíveis e sinalização de risco.
Mas reforça que é preciso continuar a exigir ao Estado e ao Município investimento na prevenção, na limpeza das linhas de água e na gestão da floresta.
A reação imediata também deve incluir apoio aos afetados e rápida avaliação dos danos.
JA- Que problemas mais prementes exigem intervenção na autarquia?
P.J- Atualmente, os problemas mais urgentes são:
– melhorar acessos viários,
– garantir serviços de proximidade para idosos e famílias,
– assegurar a continuidade do parque de campismo,
– e cuidar do espaço público, incluindo segurança rodoviária e mobilidade.
A Junta está focada em dar respostas práticas e realistas.
JA- Como está a situação financeira da autarquia?
P.J- O Presidente afirma que a Junta tem uma situação financeira equilibrada e responsável.
Graças a uma gestão rigorosa tem sido possível concretizar obras importantes apenas com o orçamento disponível.
A prioridade é manter contas certas para que a freguesia continue a avançar.
JA- Que apoio recebem da Câmara Municipal?
P.J- O apoio da Câmara Municipal tem existido, mas é evidente que pode e deve ser reforçado, sobretudo no que toca a obras estruturais, equipamentos e respostas sociais de proximidade.
A Junta está confiante de que, com o novo executivo municipal, esta cooperação será próxima, ágil e alinhada com as necessidades reais da freguesia, permitindo dar respostas mais eficazes à população.
JA- Quer deixar uma opinião sobre o Jornal das Autarquias?
P.J- O Presidente considera o Jornal das Autarquias um espaço importante para dar voz ao poder local, divulgar boas práticas e aproximar os cidadãos das instituições.
Reconhece o trabalho que o jornal tem feito ao longo dos anos e agradece o interesse demonstrado pela realidade de Ortiga.