
Por: Camara Municipal de Arcos de Valdevez em 2014-04-23 13:42:19
Arcos de Valdevez quer conciliar história com inovação e empreendedorismoArcos de Valdevez conserva todo o encanto característico desta região: paisagem verde, frescura abundante, arquitectura solarenga e um rio que espelha toda a vaidade de uma vila carregada de história. Acompanhar os novos tempos e tentar atrair mais pessoas e empresas são alguns dos objectivos que este executivo pretende concretizar.
Turismo para atrair visitantes
O presidente da Câmara Municipal, João Manuel Esteves explica que as vantagens naturais e patrimoniais fizeram de Arcos de Valdevez um destino de eleição.
O município aposta no turismo de natureza e cultural, pois se por um lado está no Parque Nacional Peneda-Gerês (reserva natural da Biosfera declarada pela Unesco), por outro está ligado à fundação da nacionalidade portuguesa, tendo aqui ocorrido em 1140 o Torneio de Valdevez. É detentor de inúmeros monumentos históricos e etnológicos: castelos, igrejas, torres, pontes, ermidas e vestígios de antigas civilizações. Possui também um valioso património etnográfico, boa gastronomia, produtos excelentes e uma agenda preenchida com muita animação. O autarca refere que “através do envolvimento de todos os parceiros do sector esperamos atrair mais turistas e assim criar emprego e gerar mais riqueza.”
É nesse sentido que o edil entende que o concelho oferece todos os encantos das vilas à beira –rio, com paisagens deslumbrantes e a herança de uma antiquíssima memória aliada à preservação de valores tradicionais, à inovação e dinamismo.
Incentivos para fixação de empresas e criação de emprego
Exemplo disso é a aposta no desenvolvimento empresarial que assenta numa rede de parques empresariais (com infraestruturas básicas, fibra óptica, gás natural, equipamentos comuns); numa política activa de atracção de investimentos e de acolhimento empresarial, com isenção de derrama, IMI, IMT e baixo valor do terreno industrial. O mesmo responsável salienta a existência ainda de um centro de Incubação destinado a promover o empreendedorismo e apoiar a criação de empresas inovadoras no Minho-Lima.
Através do projecto de Empreendedorismo em Espaço Rural, o desenvolvimento empresarial no meio rural também tem sido objeto de atuação por parte do Município, contando com o envolvimento do IPVC, UTAD, CIM Alto Minho, In.Cubo, ADRIL, Adriminho e a Caixa de Crédito Agrícola Noroeste. Existe um fundo de financiamento local o "ARCOSFINICIA", onde o Município visa dinamizar a atividade económica local, promovendo o aparecimento de novas iniciativas empresariais e apoiando a expansão de actividades já em desenvolvimento.
Ainda neste sector, o município apostou na “Via Verde de Apoio ao Empreendedor”, medida que pretende facilitar e reduzir o tempo de espera da análise dos processos relativos ao licenciamento/autorização de atividades económicas no concelho.
Apoios sociais para reforçar a coesão social
O dirigente do executivo camarário adianta que existe um serviço de apoio social que visa apoiar as famílias residentes no concelho com dificuldades. É dado apoio ao nível da acção social escolar, bolsas de estudo, aquisição de medicamentos, alimentação, vestuário e obras para melhorar o conforto habitacional. Desta forma, pretende-se contribuir para a coesão social e bem-estar da população.
Cultura quer contribuir para a fixação de pessoas
A Casa das Artes é um dos ex-libris, “evidenciando que a aposta municipal centra-se no alargamento e dotação de espaços culturais, com programação cultural de referência na região”. O autarca afirma que o desenvolvimento deste projecto e a lógica de organização de manifestações culturais centra-se na concretização de iniciativas diversificadas, tentando captar diferentes grupos etários, de públicos e de culturas, estimulando, de igual modo, a fixação de população e a valorização do património cultural. O espaço de intervenção da casa compreende uma unidade moderna e funcional, integrando o espaço da Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo, com áreas infantis e juvenis, atelier de expressão, de consulta e empréstimo, e secção de difusão audiovisual.
O município também pretende arrancar com o projeto do Arquivo Digital da Memória Arcuense, cujo objetivo é a recolha de tradições orais (cantigas, contos, lendas, provérbios), do “saber-fazer” de artes e ofícios, de práticas culturais (celebrações e rituais) e de histórias de vida de pessoas do concelho.