JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Junho 2019 - Nº 140 - I Série - Madeira

Madeira

Milton Marco Neto Teixeira

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia do Caniço

Milton Marco Neto Teixeira

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.- No nosso sector primário tivemos um excelente ano de plantação de cebola, não sendo possível ainda quantificar. Relativamente ao Turismo, somos uma das maiores freguesias da região em termos turísticos, dado o número de hotéis que temos, e com perspectiva de ainda este ano iniciar-se a construção de mais um hotel.

J. A. – O aumento do desemprego gerou muita pobreza, como está essa freguesia a gerir esse problema?
P.J.- A freguesia continua com dores de crescimento, isso significa que a oferta de emprego tem ajudado a baixar a taxa de desemprego. Mas ainda temos um caminho longo a percorrer.

J. A. – O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente no nosso país e qual a causa e efeito?
P.J.- A violência domestica tem muito a ver com causas externas. Desemprego, doença e outros factores. Aqui na Freguesia temos uma representação da comissão de protecção de crianças e jovens que tem algumas situações identificadas. Temos também a PSP muito activa nesse sentido.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento um infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.- De certa forma, respondo a esta questão acima.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Vejo isso com muita preocupação pois esta cada vez mais a aumentar. É o resultado das séries televisivas e das redes Sociais, e principalmente, falta de acompanhamento por parte da família, principalmente quando são desestruturadas.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- Nos temos o CASA que serve refeições ás pessoas identificadas por nos, temos o apoios socioeducativo para ajuda da compra do material escolar, temos o fundo social de emergência, temos a Loja Solidária onde tem roupas e outros bens alimentares.

J.A.- Com a aproximação do tempo quente, Verão, que tipo de prevenção utilizada para minimizar danos como os que aconteceram em anos transactos?
P.J.- Temos alertado e informado a Câmara para que notifique os proprietários dos terrenos baldios a limpa-los.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo?
P.J.- Zero

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- Dores de Crescimento. Crescemos 400% nos últimos 20 anos. Este crescimento não foi acautelado pelo Governo nem pelas anteriores Câmaras Municipais. Hoje, as pessoas reivindicam os direitos que a nossa cidade devia ter e não conseguimos. Continuamos com um orçamento de pequena freguesia.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- Precisamos melhorar a mobilidade e transito na freguesia e criar zonas verdes que sirvam de centralidade.

J. A. – Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- Continuar a batalhar para que o orçamento aumente, melhorar os serviços da Junta de Freguesia.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.- Nós temos a dimensão de um Concelho e um orçamento de Freguesia pequena. Temos de inverter esta situação rapidamente.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- Muito bem gerida e controlada. Todos os investimentos são muito bem programados e pensados.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J.- Apoio logístico nos nossos eventos e apoio financeiros por meio dos contratos administrativos.

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