Jornal das Autarquias | Fevereiro 2025 - Nº 208 - I Série

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia da Camacha

Pedro Fernandes

J.A.- O turismo e o sector primário são valorizados nessa autarquia?
P.J.- Tanto o turismo como o setor primário são valorizados nesta autarquia, seja pela Câmara Municipal de Santa Cruz como pela Junta de Freguesia da Camacha. A nível turístico, nos últimos anos tanto o município como a Junta têm procurado melhorar a oferta para os turistas visitantes., sendo que esta freguesia é conhecida por todos como “A Capital da Cultura Madeirense” sendo assim um lugar turístico muito procurado. Quanto ao setor primário, ambas entidades tem procurado apoiar os agricultores deste concelho seja através da abertura de apoios agrícolas ou da existência de lugares seguros para a venda destes produtos.

J.A- Cada dia que passa, a violência doméstica, tem se tornado um autêntico flagelo. Quais as medidas poderão ser tomadas para que o mesmo seja atenuado?
P.J.- É do nosso entender que deve existir uma maior divulgação quanto a este tema, mais alertas e quais as medidas a tomar numa situação destas e que este processo de divulgação deve começar entre os mais jovens, nas escolas. As pessoas devem ser informadas de quais os meios contactar apelando a que não tenham medo de agir.

J.A.- Esta situação está a tornar-se, quase como um hábito, inclusive nos jovens em situação de namoro. Qual a vossa opinião?
P.J.- Lamentavelmente é uma verdade, cada vez mais vemos estes problemas entre os jovens, situação preocupante pois são a faixa etária que mais acesso tem às mais diversas informações referentes ao assunto, isto é, possivelmente sabem como agir numa situação destas, que medidas tomar, mas infelizmente o medo acaba por tomar conta, é ainda um longo caminho que temos a percorrer enquanto sociedade.

J.A.- Que recursos financeiros necessitam as populações mais enfraquecidas (a vários níveis) nessa autarquia?
P.J.- Lamentavelmente a população desta freguesia é maioritariamente idosa o que significada que continua a usufruir de reformas baixas onde os aumentos são muito poucos. Tal como a maioria da população idosa do país, estas reformas são gastas em medicação e bens alimentares. Felizmente nesta autarquia existem apoios para a medicação, pequenas cirurgias e reabilitação de habitações, apoios esses nos quais esta Junta ajuda no preenchimento apoiando assim os residentes.

J.A.- Como reagiu essa autarquia com a chegada de imigrantes, mesmo depois terem sido tomadas novas medidas para regular a sua entrada no Pais. Qual a Vossa opinião sobre este assunto?
P.J.- Esta Junta tem apoiado os imigrantes que cá chegam nos processos de legalização através da documentação exigida por lei e também nos casos mais carenciados, existe um apoio por parte desta Junta nos processos de apoio social.

J.A.- O que pensa sobre as medidas que o Governo quer implementar sobre o parque da habitacional?
P.J.- É uma forma de facilitar o acesso à habitação por parte daqueles com maiores dificuldades. É do nosso entender que o Governo deveria adquirir habitações abandonas, requalificá-las e cedendo-as através de arrendamentos de baixo valor aos mais carenciados.

J.A.- Os preços dos bens alimentares e outros, cada vez estão mais caros. Que medidas acha que o Governo deve tomar?
P.J.- Enquanto os ordenados não acompanharem os preços estabelecidos para os bens alimentares, dificilmente esta situação irá melhorar uma vez que a inflação tende a aumentar de ano para ano. Se houvesse também um maior apoio por parte do Governo ao setor agrícola, talvez estabelecessem os preços mais baixos.

J.A.- Com os incêndios que lavraram este verão, como reagir com as inundações resultante das derrocadas provocadas pela degradação dos terrenos?
P.J.- Tem de existir uma maior sensibilização quanto às limpezas a realizar nos terrenos privados, as entidades públicas devem trabalhar e apelar de modo a que cada um faça a sua parte na limpeza e conservação dos espaços. Também seria benéfico uma maior fiscalização quanto à falta de limpeza.

J.A.- Que problemas mais prementes necessitam de intervenção rápida nessa autarquia?
P.J.- A falta de habitação é um dos mais preocupantes, a oferta é pouca para a grande procura. A saúde e o desemprego são, de forma geral no país, um grande problema que enfrentamos enquanto sociedade. Outros problemas que necessitam de intervenção urgente, e que esta Junta tem procurado mitigar e solucionar, são os acessos, ou seja, caminhos e veredas. A Junta de Freguesia da Camacha tem feito obras de melhoramento a diversas veredas nos últimos tempos de modo a proporcionar melhores condições de vida aos residentes.

J.A.-Como está a situação financeira da autarquia neste mandato?
P.J.- A situação financeira desta Junta é positiva, o executivo trabalha em prol de uma situação financeira “saudável” onde os gastos são controlados face às necessidades estabelecidas, não existindo dívidas e mantendo uma estabilidade financeira ao longo de todo o ano.

J.A.-Qual o apoio que recebem da câmara municipal as juntas de freguesia?
P.J.- Ao longo do ano as Juntas são apoiadas pelo município através de apoios financeiros interadministrativos que possibilitam as mais diversas atividades como eventos e obras de requalificação.

J.A.-Que mensagem quer transmitir à população da sua autarquia?
P.J.- Primeiro quero agradecer a todos a confiança depositada neste executivo ao longo destes últimos anos, temos lutado sempre pela resolução e mitigação dos problemas que os nossos fregueses apresentam. Quando não nos é possível uma resolução, procuramos sempre encaminhar para as entidades com maior competência, não ignorando assim de forma alguma a nossa população. Aproveitando assim o início deste mês de janeiro, queremos desejar a todos um Feliz 2025, que este seja um ano de muita saúde, paz e sucesso.

J.A.- O Jornal das Autarquias existe desde 2007! Quer deixar-nos a sua opinião sobre o trabalho do mesmo?
P.J.- É de congratular o vosso trabalho na divulgação das diversas freguesias e autarquias do país, o vosso trabalho permite dar a conhecer as diversas freguesias existentes pelo nosso Portugal, aumentando assim o conhecimento dos leitores. Continuem com o excelente trabalho.

Go top