Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Olaia e Paço

Rui Manuel Gomes Nunes

J.A. – Valorize o setor primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.- Existe algum potencial turístico de Olaia e Paço. A Igreja Matriz de Olaia, a Igreja de Árgea, o Solar de Vargos e Capela de Sant’ Ana e a sua envolvente, o museu no Grupo Recreativo Soudense com materiais expostos datados da idade do bronze, museu do Rancho folclórico da Lamarosa, são atrações que merecem numa nova política do Concelho para o desenvolvimento turístico, tendo como objetivo aumentar o interesse para que, um cada vez maior fluxo de turistas visite a nossa freguesia. A nível económico, os setores secundário e terciário têm pouca expressão na freguesia. Já com algum significado, encontramos o setor primário. Assim sendo, a Junta de Freguesia de Olaia e Paço tem de ter a preocupação de melhorar, continuamente, as acessibilidades a empreendimentos agrícolas, estando ao lado dos agricultores.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, e das medidas recentemente tomadas, contra este flagelo.
P.J.- A violência doméstica é uma violação dos direitos humanos, um crime que representa infelizmente um problema social grave e de grandes proporções. Nas medidas, recentemente, tomadas, Portugal continua a reagir e vez de agir relativamente à aplicação da justiça. Há nesta área ainda muito por fazer.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Os meios de comunicação social e a Internet são, infelizmente, um fio condutor de muita ressonância. Na minha opinião, é necessária legislação acutilante no sentido de proteger as crianças e adolescentes de algumas informações e imagens que são o catalisador, na minha opinião, de muita dessa violência.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- Apesar de vivermos numa sociedade cada vez mais envelhecida, continua a predominar uma visão negativa do envelhecimento – populacional e do indivíduo. Tal visão comporta estereótipos quanto às pessoas idosas, que são frequentemente vistas pela sociedade como pessoas frágeis, doentes e dependentes. Por sua vez, todo o grupo populacional a que pertencem estas pessoas é encarado pelas camadas mais jovens da população – a população ativa – como um encargo económico e social que pesa nos bolsos do Estado e que lhes retira oportunidades de crescimento e prosperidade. No entanto, um dos maiores sinais de prosperidade é, na verdade, o aumento da esperança média de vida, um dos fatores que tem vindo a contribuir precisamente para este envelhecimento populacional e que muitos rotulam como um dos maiores problemas da atualidade. Pretendemos implementar programas que visem a integração do idoso na sociedade de uma forma mais equitativa para fazer sentir que o idoso “conta” e que não é visto como um problema.

J.A.- O que acha das medidas tomadas pela Governo para contenção do COVID-19?
P.J.- São medidas difíceis que não agradam a todos, mas necessárias para poder estancar esta pandemia

J.A.- Devido ã pandemia que se instalou no Mundo, originando falta de recursos na população, a todos os níveis, relate a situação na sua zona.
P.J.- Na minha freguesia já é visível o desemprego, algumas empresas não conseguiram manter os postos de trabalho, o que se reflete no poder de compra das famílias. Penso que grande parte das pessoas ainda não tem noção que o mundo mudou e temos que nos adaptar a esta nova realidade.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- Falta de meios humanos e financeiros para poder apoiar as famílias. A obra absolutamente necessária e estruturante que é a conclusão da implantação da rede de saneamento e águas residuais. Sem infraestruturas que permitam, a melhoria da qualidade de vida da população, a instalação de novas empresas e a preservação do ambiente, o desenvolvimento jamais será possível e sustentável.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J.- O apoio da câmara municipal é preponderante para que a junta de freguesia possa dar à população os equipamentos necessários e contribuir para os melhoramentos das ruas da freguesia. 

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- A situação financeira é neste momento estável.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Da minha parte, fica a certeza, inequívoca, de que vou trabalhar, afincadamente, para aumentar a qualidade de vida dos meus conterrâneos, com o propósito de construir uma freguesia mais próspera e, acima de tudo, mais unida e solidária, com determinação e inabalável otimismo. 

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Com trabalho, sacrificando muitas vezes a família, mas sentindo que, com a minha ajuda podemos fazer da nossa freguesia um lugar onde todos temos orgulho em viver. 

J. A. – Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- É mais um desejo…. Espero um grande futuro para a nossa freguesia pois somos uma terra de gente séria, laboriosa, dinâmica e empreendedora.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Que divulgue, informe e valorize o trabalho realizado pelas autarquias locais porque o poder local é e continuará a ser o poder mais próximo do cidadão.

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