Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Monsanto

Samuel Frazão

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.- A Freguesia de Monsanto, no concelho de Alcanena valoriza todos os setores económicos; a nível primário destacamos várias matérias primas que podem ser extraídas na nossa freguesia: A Azeitona galega, característica da região, o medronho, atividades agrícolas e extração de pedra “Alpinina” – dos poucos locais a nível nacional onde se pode extrair este tipo de pedra para transformação. A nível turístico, a freguesia situa-se em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, junto ao Rio Alviela; Recebemos anualmente milhares de visitantes em forma de peregrinação, dado este local estar enquadrado nos Caminhos de Santiago (Caminhos do Tejo), sendo muitas das vezes o último local de descanso antes de chegar a Fátima. A Freguesia de Monsanto é a Capital Nacional do Tordo, uma espécie que abunda na freguesia e que está envolvida no turismo de caça e gastronómico (Realizamos o Festival Gastronómico do Tordo – Único no País). Temos caminhos pedestres, património natural e arquitetónico de muito interesse. Vale a pena visitar a nossa freguesia.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, e das medidas recentemente tomadas, contra este flagelo.
P.J.- Pode-se se sempre fazer mais na prevenção destas situações, carecendo de uma grande proximidade da rede social do concelho e da freguesia sempre que se identificar situações potenciais de violência doméstica.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento um infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.- Somos cada vez mais uma sociedade de direitos e menos de deveres. Faz falta maior poder aos professores para conseguirem sem tabus ter mais autoridade e disciplina no contexto escolar, assim como um acompanhamento das crianças que venham de famílias já identificadas com algumas dificuldades estruturais.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Sentimento de impunidade e de descritibilidade da justiça, aliado a um egoísmo cada vez maior da sociedade, não se conseguindo viver em comunidade e respeito pelo próximo, fazendo que seja a violência nalgumas vezes a saída mais fácil para a resolução de situações.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- A nossa freguesia é rural e envelhecida; uma criança que nasça na nossa freguesia recebe 750€ em apoios materiais para o bebé (250€ da nossa freguesia + 500€ da câmara municipal); Juntamente com a rede social da câmara municipal acompanhamos os idosos de forma presencial tendo também uma associação IPSS que presta serviços de apoio domiciliário e pretende prestar também a valência de Centro de Dia. Acima de tudo, muita proximidade e acompanhamento diário das pessoas idosas.

J.A.- O que acha das novas medidas tomadas pela Governo para contenção do COVID-19?
P.J.- Positivas.

J.A.- Qual a sua opinião sobre o modo como está a decorrer a vacinação Covid-19?
P.J.- Bem.

J.A.- Devido ã pandemia que se instalou no Mundo, originando falta de recursos na população, a todos os níveis, relate a situação na sua zona.
P.J.- A nossa zona está ao nível das restantes a nível nacional com alguma falta de matéria-prima para vários setores económicos, em particular o secundário. A nível alimentar não notamos falta de recursos na nossa zona.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vitimas do mesmo?
P.J.- Linhas do Portugal 2020 à semelhança de outras freguesias

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- Disponibilidade de alojamentos na freguesia, quer via Reabilitação Urbana, quer pela Criação de nova Habitação e também de empresas para captar e incentivar a fixação de população.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- Melhor cobertura de Rede Móvel e Internet na Freguesia das operadores existentes.
Colocação da nossa freguesia como sendo de baixa densidade para ser mais competitiva ao nível de captação de investimento económico para a freguesia; Dinamização de todos os setores económicos da nossa freguesia como: Curtumes, Velas, Vassouras, Pedra, Agrícola.

J. A. – Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- Promissor; Estamos numa zona privilegiada, sendo que no último mandato foi resolvido dois dos maiores problemas da freguesia – Acessibilidade (Requalificação de uma estrada Regional 361 entre Amiais de Cima e Alcanena) e Abastecimento de Água. Estamos numa zona de Ar Puro, próximo de zonas com empregabilidade e de bons acessos à A1/A23 (a 10 minutos) e a 1 hora de Lisboa e Coimbra.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.- Que vale a pena investir. Tranquilidade e Qualidade de vida a baixo custo. Bons acessos, Ambiente Saudável, Património Natural e Patrimonial de grande interesse. Freguesia com população acolhedora.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- Estável e sem dívidas/compromissos a médio/longo prazo a terceiros.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J.- Apoio técnico, financeiro, logístico nas várias competências que a autarquia tem. Trabalhar em rede com Câmara Municipal e juntas de freguesia para valorizar e melhorar continuamente a qualidade de vida dos nossos fregueses e promover a nossa terra e as nossas gentes.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Dedicação e Proximidade, com ambição e dinâmica procurando sempre zelar pelo bem-estar dos nossos fregueses e por uma freguesia cada vez melhor. Tenho muito orgulho em ser o vosso presidente de Junta de Freguesia.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Com o apoio inestimável da família e compreensão em muitas vezes sair do conforto familiar para ir ajudar os fregueses em várias situações.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Votos de bom trabalho e sucesso na promoção das Autarquias de Portugal.

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