Entrevista do Presidente da União de Freguesias de Retorta e Touges

Carlos Manuel da Costa Bento

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.U.F.-A Junta de freguesia seguindo as suas políticas de proximidade, procura acompanhar de muito perto todas as situações de risco, fazendo todo o processo de identificação e o devido encaminhamento das situações para que se encontre as melhores soluções para cada caso.
Fazemos ainda programas específicos para a 3 idades como desportivo sénior, apoios e cuidados de saúde e ainda um passeio anual onde para muitos dos nossos idosos e um dia diferente, especial e de muito convívio.

J.A.- O que acha das medidas tomadas pela Governo para contenção do COVID-19?
P.U.F.-Penso que o governo tem acompanhado bem todo este processo, com medidas difíceis, mas adequadas a situação que se vive, onde todos somos chamados a dar o nosso melhor e ao nosso sentido de responsabilidade, para ultrapassarmos esta difícil doença que a todos aflige.

J.A.- Devido ã pandemia que se instalou no Mundo, originando falta de recursos na população, a todos os níveis, relate a situação na sua zona.
P.U.F.-A pandemia apanhou-nos a todos de surpresa e na verdade, ninguém estava preparado para uma situação como esta, o momento que atravessamos exigem, muita serenidade, responsabilidade e ação, agora mais que nunca fomos chamados para dar o melhor de nós para servir a nossa terra e proteger os nossos cidadãos, pela proximidade que temos recomendamos à nossa população para o cumprimento de todas as normas para combater esta doença invisível, A área da educação que considero muito importante, estivemos sempre em perfeita articulação com as nossa escolas, que nos foi disponibilizando todas as prioridades e maiores necessidades dos nossos alunos, pelo que disponibilizamos de imediato o serviço de entrega de refeições “Fazer Chegar Mais Próximo” para os alunos do 2º, 3º ciclo e ensino secundário (escalão A e B), nas respetivas escolas da freguesia em Retorta e JI em Tougues, apoiamos incondicionalmente o ensino a distância com oferta de equipamentos informáticos e apoio na impressão e entrega dos trabalhos a realizar pelos nossos alunos.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vitimas do mesmo?
P.U.F.-Neste capitulo, as Juntas de Freguesias tem sido esquecidas e os apoios são escassos ou nulos, tem sido do nosso próprio orçamento que temos procurando ajudar famílias a superar estes momentos, temos esse dever em dar respostas e sequencia aos pedidos de ajuda, e nesse sentido, disponibilizamos de imediato ajudas as famílias que nos solicitaram apoio e outras que fomos descobrindo e que estavam a necessitar, como foi o caso da nossa comunidade Cigana que atravessou momentos muito difíceis com esta pandemia, pois são feirantes, estiveram muito tempo sem poder exercer a sua atividade, sendo este o seu único sustento, Junta de Freguesia atenta a este problema, ajudou com o oferta de cabazes e estamos a falar de algumas famílias.
Lembro-me e faço questão em registar que pedimos ajuda ao Banco Alimentar para esta situação das famílias ciganas e nem seque obtivemos resposta.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.U.F.-A nossa freguesia esta em fase de grande crescimento e expansão, somo uma freguesia situada na margem sul do concelho e que ficou ligada em 2013 por uma nova ponte rodoviária a cidade, motivo que veio trazer á freguesia um grande crescimento e uma proximidade muito grande á cidade, pelo que um dos principais problemas se situa na criação de mais e melhores condições de mobilidade e circulação de veículos e pessoas.

J. A. – Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.U.F.-Um futuro assente em desenvolvimento, modernidade, apoio social, crescimento económico e projetada para o futuro, pelo que não tenho dúvidas que seremos a curto prazo uma freguesia mais desenvolvida e onde se pode encontrar cada vez mais qualidade de vida e bem-estar.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.U.F.-Neste momento é possível afirmar que, fruto da gestão equilibrada e rigorosa, a situação financeira é perfeitamente controlável, vamos conseguindo concretizar os compromissos que assumimos, sempre focados no investimento que se traduz em desenvolvimento da freguesia.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.U.F.-Os apoios habituais e protocolados para este mandato ao abrigo da atribuição de competência delegadas na nossa União de freguesias.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.U.F.-Quero deixar uma mensagem que passa pela minha determinação em dar continuidade ao projeto de proximidade com todos e sem distinção de pessoas, defendendo assim o princípio de que todos são importantes e que ninguém deve ser excluído de fazer parte da nossa União de Freguesias.
Espero que sintam, que podem sempre contar comigo e com a minha equipa!
Temos bem presente o nosso compromisso para com a nossa população e o seu bem-estar, pelo que esta bem definido os projetos que consideramos importantes para o desenvolvimento da União de freguesias em questões de mobilidade, segurança rodoviária, novas tecnologias e ainda a criação de zonas de lazer e recreio, considero importantes estes projetos para melhorar cada vez mais as condições de vida da nossa população.
Um forte abraço para todos em meu nome pessoal e do meu Executivo.
UM SANTO E FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO!

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.U.F.-Como diz o velho ditado “quem anda por gosto nada cansa”, mas na verdade não é nada fácil! a população confiou-nos a nobre tarefa de servir a causa pública, com o compromisso de defender os interesses da nossa comunidade.
Nesta gestão é muito importante o apoio da família para encontrar o equilíbrio necessário para se desempenhar estas funções.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.U.F.-Destaco a importância do Jornal das Autarquias, que se traduz em dar voz ás freguesias Portuguesas que são muitas vezes esquecidas, mas que desempenham um papel fundamental de proximidade e desenvolvimento do nosso pais.
Um grande abraço e os agradecimentos pelo excelente trabalho que desenvolvem em prol das freguesias.

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