JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Agosto 2019 - Nº 142 - I Série - Porto

Porto

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de S. Félix da Marinha

Carlos Alberto Gonçalves Pinto

J.A.- Que conclusões dos últimos resultados das eleições Europeias?
P.J. -A primeira conclusão a tirar dos últimos resultados das Eleições Europeias é que apesar de termos tido uma avaliação positiva na freguesia, o número de abstenção rondou os 43%.

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J. -O setor primário, é muito vulnerável pois depende muito dos fenômenos da natureza como, por exemplo, do clima. São Félix da Marinha foi sempre uma terra de produtores, homens da lavoura que dependem das suas culturas para viver.
Relativamente ao turismo, tem vindo a aumentar face aproximação com Espinho e Gaia, através dos caminhos-de-ferro.

J. A. – O aumento do desemprego gerou muita pobreza, como está essa freguesia a gerir esse problema?
P.J. -O desemprego é um flagelo que infelizmente afetou e continua afetar muitas famílias, São Félix da Marinha não é exceção, no entanto com abertura de novos espaços comerciais foi possível minimizar essa percentagem elevada e atualmente encontramo-nos num patamar bem mais positivo.

J. A. – O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente no nosso país e qual a causa e efeito?
P.J. -A violência doméstica abarca comportamentos utilizados em relacionamentos, quando em determinada altura se perdem todos os valores que nos tornam racionais, a falta mútua de respeito, a perda de orgulho próprio, a raiva e o amor-próprio. Ao atingirem este tipo de comportamento irracional, assistimos cada vez mais a mortes violentas e a destruição de famílias.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento um infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J. -A delinquência infantil está relacionada a diferentes comportamentos desviantes que são geralmente relacionados à juventude. Esses comportamentos iniciam-se na primeira infância e vão se agravando com o passar dos anos, associando-se a outros comportamentos anti-sociais mais graves, podendo assumir padrões criminosos na fase adulta. Entre eles, práticas parentais ineficazes, ausência de monitoramento parental, maus tratos, abusos físicos ou emocionais e exposição ambiente social violento. A delinquência juvenil não escolhe de todo uma classe social.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J. -A violência gratuita está a ultrapassar os limites do admissível e deve merecer a melhor atenção de todos os agentes da comunidade. Nos últimos tempos, fomos confrontados com vários homicídios, com uma violência extrema e em contexto familiar. Sem conhecer as “razões” de cada um dos casos, a verdade é que não estávamos acostumados a este tipo de crimes e a sua sucessão deve merecer a nossa preocupação e atuação.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J. -A Autarquia tem um protocolo com IPSS da freguesia e colabora em pagamentos parciais ou totais referentes a serviços prestados à população.

J.A.- Com a aproximação do tempo quente, Verão, que tipo de prevenção utilizada para minimizar danos como os que aconteceram em anos transactos?
P.J. -Incentivar a população a proceder à limpeza de terrenos e florestas, é o nosso maior plano de prevenção. Através das redes sociais e de toda a comunicação possível pretendemos manter a nossa freguesia limpa e livre de qualquer tipo de intempérie.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vitimas do mesmo?
P.J. -Os apoios são positivos e apoiam sobretudo a Área Social.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J. -A Freguesia de S. Félix da Marinha, tem como maior problema a rede viária, é sem dúvida uma das nossas maiores preocupações, proporcionar conforto e bem-estar para todos os munícipes, sejam condutores ou transeuntes.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J. -Para além dos arruamentos, necessitamos de zonas de lazer, locais onde pessoas de várias idades, possam desfrutar na companhia de familiares, praticar desporto e aproveitar a nossa belíssima zona costeira.

J. A. – Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.J. -As minhas perspetivas são sempre positivas, pretendo a curto e a longo prazo continuar a trabalhar com a dedicação do primeiro dia, para que São Félix da Marinha, cresça e evolua dia após dia.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J. -A mensagem é sempre de caracter positivo, pretendo mostrar sempre por palavras, bem como, com apresentação de projetos e com os eventos que se vão realizando ao longo de todo ano, que esta Vila é aprazível para viver, e que temos ainda todo um caminho de futuro pela frente com boas oportunidades.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J. -Temos algumas dificuldades, mas são ultrapassadas.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J. -Recebemos apoio por parte da Câmara para vários assuntos, nomeadamente: obras, na ação social e na gaia inclusiva (programa vacinação).

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J. -Desejar a todos votos de muitas felicidades, saúde e alegria para enfrentarem as adversidades do dia-a-dia.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J. -Com dedicação e organização, da minha parte e da minha família, consigo conciliar sem grandes dificuldades ambas as situações.

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