Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Macieira de Rates

João Manuel Padrão Ferreira

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.- Na minha Freguesia o sector primário dá trabalho a muitas pessoas, é uma Freguesia com muitas explorações agrícolas com produção de leite. Sobre o turismo temos algumas casas de turismo rural e temos o Caminho de Santiago que é um postal do turismo religioso.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, e das medidas recentemente tomadas, contra este flagelo.
P.J.- A violência doméstica é um flagelo da nossa sociedade que vem de tempos remotos, neste momento pela proliferação dos meios de comunicação social, os casos são mais mediáticos e expostos, continua a ser um tema que deverá preocupar toda a sociedade e todos devemos lutar para que deixe de ser um flagelo. As medidas e penas deveriam ser mais duras com os agressores.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento um infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.- No nosso meio não temos casos concretos nem preocupantes nessa área, felizmente.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- As redes sociais alimentam muito esse tipo de violência, atras de um monitor dizem-se muitas coisas que depois inflamam as discussões e proporcionam situações que deveriam ser evitadas.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- A nível de apoio ao idoso temos uma equipa que circula frequentemente pela freguesia para falar com os idosos, perceber se faz falta alguma coisa e tentamos ajudar os mais desfavorecidos e isolados, damos cabazes de géneros alimentares, ajudamos a pagar as contas dos serviços essenciais e articulação com a farmácia e Centro de Saúde.

J.A.- O que acha das medidas tomadas pela Governo para contenção do COVID-19?
P.J.- De uma forma geral foram medidas avulsas, por vezes descoordenadas e mal explicadas, as Juntas de Freguesia com os seus apoios, encobriram muitos problemas que poderiam ter surgido.

J.A.- Devido ã pandemia que se instalou no Mundo, originando falta de recursos na população, a todos os níveis, relate a situação na sua zona.
P.J.- Foi uma fase muito difícil, as pessoas estavam assustadas, apavoradas, viram as escolas fechar, as missas encerrar, as pessoas proibidas de andar livremente na Rua, perderem o acesso a serviços essenciais, o trabalho da Junta foi monitorizar e tranquilizar a população.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vitimas do mesmo?
P.J.- Apoio do Governo, até agora: ZERO, tudo com recursos próprios e angariações na Freguesia e Município.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- Rede viária de má qualidade, falta de uma Casa Mortuária, equipamento polidesportivo e policultural.

J. A. – Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- deixar melhor do que encontrei.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.- Estamos numa zona geográfica privilegiada, a cerca de 15 Km de 6 cidades.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- Controlada

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J.- O possível.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Podem contar sempre com este executivo.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Tirando um pouco aos amigos e família para dar à Freguesia e gerindo ao segundo o tempo.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Continuem a dar voz e ser a voz do poder local, o poder mais próximo das pessoas e mais puro da politica.

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