Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia Fonte Arcada

António Silva

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.F.- O nosso maior património são as pessoas, gentes com tradições, humildes, trabalhadoras, e sempre disponíveis para ajudar. 
A ruralidade da minha freguesia são um cartão de visita para quem nos visita, existem várias casas com solares, muitos espaços verdes para podermos fazer caminhadas, podendo apreciar as várias espécies de aves e outros animais domésticos e selvagens. 

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, e das medidas recentemente tomadas, contra este flagelo.
P.F.- A violência doméstica é um problema que nos pode afectar a todos, nos meios rurais são mais fáceis de detectar. 
Temos que estar vigilantes e denuncia-los antes que seja tarde demais, e assim os prevaricadores sejam punidos. 

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento um infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.F.- A delinquência infantil é mais visível nos meios urbanos, deve-se essencialmente à degradação das famílias, que não transmitem os valores da vida humana aos seus filhos. 

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.F.- Vivemos numa sociedade em que a grande maioria pensa que só tem direitos. Esquecendo que todos temos obrigações, não é a segurança social que tem manter a população. 

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.F.- Felizmente a grande maioria das pessoas da minha freguesia ainda tem a mentalidade de fazer um pé de meia para as dificuldades da velhice. Mas as novas gerações já não conseguem amealhar, e para elas a velhice vai ser mais difícil. 

J.A.- O que acha das medidas tomadas pela Governo para contenção do COVID-19?
P.F.- São medidas que não agradam a todos, mas necessárias para poder estanquar esta pandemia.

J.A.- Devido ã pandemia que se instalou no Mundo, originando falta de recursos na população, a todos os níveis, relate a situação na sua zona.
P.F.- Na minha freguesia já é visível o desemprego, várias empresas não conseguiram manter os postos de trabalho, o que se reflecte no poder de compra das famílias. Penso que grande parte das pessoas ainda não tem noção que o mundo mudou e temos que nos adaptar a esta nova realidade. 

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vitimas do mesmo?
P.F.- Nesta autarquia não recebemos qualquer apoio do governo, temos apoiado algumas famílias com alimentação e alguns apoios para a saúde. 
Temos um gabinete de apoio profissional, que também presta apoio social. 

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.F.- Falta de meios humanos e financeiros para poder apoiar as famílias. 

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.F.- Apoio de proximidade, criação de emprego, isenção de algumas taxas durante esta época de pandemia

J. A. – Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.F.- O futuro desta freguesia são os jovens, e cabe à população mais idosa com a sua experiência e sabedoria ajudar nesta fase difícil. 

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia? 
P.F.- A mensagem que tento passar é a de que apesar de ser uma zona predominantemente rural, está a trinta minutos do centro do Porto, tem bons acessos, quer por autoestrada, ou via férrea. 
Tem vários tipos de comércio sem terem que se deslocar para as compras do dia-a-dia e tem acima de tudo qualidade de vida, com ruas limpas, água ao domicílio, saneamento básico em cerca de sessenta por cento da freguesia. 

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.F.- A situação financeira é neste momento estável, herdámos uns compromissos do executivo anterior, renegociamos a dívida e estamos a cumprir. 

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.F.- O apoio da câmara municipal tem sido preponderante para que a junta de freguesia possa dar à população os equipamentos necessários e contribuir para os melhoramentos das ruas da freguesia. 

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.F.- Acima de tudo continuar a ter as devidas precauções para podermos vencer este vírus. Vencendo o vírus tudo se torna mais fácil. 

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.F.- Com muito trabalho, sacrificando muitas vezes a família, mas sentindo que, com a minha ajuda podemos fazer da nossa freguesia um lugar onde todos temos orgulho em viver. 

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.F.- Que continue a dar voz aos autarcas e contribuir para um Portugal melhor.

Go top