Entrevista do Presidente Junta de Freguesia de Alpendorada, Várzea e Torrão

Domingos Neves

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.F.- Setor de granito é sem dúvida o motor da Economia, não só desta Freguesia, como do Concelho e desta grande região. É uma das maiores Economias do país, se tivermos em conta que uma grande fatia da produção dos nossos granitos é para exportação. Convém lembrar que esta freguesia é responsável por cerca de 80% de todo o granito que se exporta no nosso país. Sem dúvida muito importante, se ainda tivermos em conta que este setor é responsável por cerca de 16.000 postos de trabalho. Quanto ao turismo, temos o privilégio de estar situado entre dois rios internacionais, que têm um potencial enorme, é pena que os responsáveis não tenham em atenção esta realidade para tentar dar outro impulso ao turismo na nossa terra.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, e das medidas recentemente tomadas, contra este flagelo.
P.F.- São medidas muito importantes, mas na minha opinião, as autoridades deviam ser mais atentas e mais rápidas no combate a este flagelo.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento uma infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.F.- As notícias que temos conhecimento, infelizmente são preocupantes. De qualquer maneira, nesta freguesia não está muito afetada, mas temos que estar muito preocupados e atentos.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.F.- Muita preocupação.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.F.- Felizmente a nossa população é bastante jovem, mas no que diz respeito aos idosos, penso que estamos a fazer um trabalho meritório; são acompanhados por um técnico social que lhes dá todo o apoio em todas as áreas.

J.A.- O que acha das medidas tomadas pela Governo para contenção do COVID-19?
P.F.- As medidas que o Governo está a tomar, na minha opinião, são as possíveis. Deveria, no entanto, haver mais coordenação e colaboração com as autarquias, coisa que não há, pois somos nós que estamos mais perto das pessoas.

J.A.- Devido ã pandemia que se instalou no Mundo, originando falta de recursos na população, a todos os níveis, relate a situação na sua zona.
P.F.- É notório que a pandemia afeta o mundo inteiro. Por inerência, afeta também a nossa comunidade, mas com alguma tranquilidade, vamos tentando sobreviver com a mesma.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vitimas do mesmo?
P.F.- O apoio do Governo é nulo. Somos nós, autarcas que temos dado todo apoio possível, tal como: acompanhamento às famílias que ficam doentes com o Covid, fazer chegar medicamentos, bens alimentares e tudo o que as pessoas precisam, apoio às escolas, distribuição de máscaras, apoio à Unidade de Saúde, às autoridades militares, apoio a todas as instituições, nomeadamente como equipamentos de proteção individual. A Junta de Freguesia tem sido um parceiro ativo no combate à pandemia.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.F.- Esta freguesia tem os problemas que todas as freguesias têm. De qualquer maneira, posso dizer que sou um autarca privilegiado, e aos poucos, com a ajuda de todos, esta terra foi criando condições para que possamos ter orgulho em viver aqui.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.F.- Nesta fase, os maiores problemas são problemas sociais que vão ter que se resolver após a pandemia e terá que haver muita solidariedade social.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.F.- As perspetivas são sempre elevadas e gostava de ver esta terra com mais novas vias e apoio mais direto às zonas industriais.
A mensagem é sem dúvida a pedir a construção do IC35. Esta é sem dúvida a minha maior mensagem. Com esta ligação à autoestrada, aumentava a capacidade de produção das nossas empresas.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.F.- Situação financeira normal, muito equilíbrio e uma gestão cuidada para as coisas corram dentro da normalidade.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.F.- O apoio que a Câmara presta, é sempre menor do que o que a Junta precisa.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.F.- Mensagem de paz e saúde para todos e um bom ano para que nos possamos voltar a abraçar.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.F.- Com muita compreensão de toda a família, sem o apoio da família não era possível. Com determinação e gosto pelo que fazemos e com alguma imaginação tudo se consegue.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.F.- Ao jornal das autarquias é sempre importante haver um órgão que dê voz aos autarcas de Freguesia, que na maior parte dos casos, são os que mais de dedicam às suas populações e a resolver os problemas mais complicados e nunca são levados em conta. Um bem-haja ao vosso e nosso jornal!

Go top