Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia da Estrela

Luís Pedro Alves Caetano Newton Parreira

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.- Por definição o setor primário “compreende as atividades ligadas à natureza, como sejam a agricultura, a silvicultura, as pescas, a pecuária, a caça ou as indústrias extrativas”, dificilmente compagináveis com a realidade do nosso território. Já o turismo é uma atividade económica relevante para qualquer comunidade lisboeta.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, e das medidas recentemente tomadas, contra este flagelo.
P.J.- O confinamento trouxe um maior flagelo a uma situação já por si demonstrativa do desafio civilizacional que vivemos. A violência de género, em todas as suas dimensões, é um retrato trágico do caminho que temos que percorrer.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento um infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.- A pandemia e as suas implicações na nossa sociedade vieram demonstrar que é fundamental promover condições adequadas para a participação cívica e democrática das crianças no sentido de uma construção coletiva de responsabilidade que vise a resolução conjunta de problemas.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Não disponho de números que me permitam comentar com rigor esta pergunta.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- O lançamento do programa SOS Estrela veio suprir muitas das necessidades identificadas pela nossa Comunidade. Fomos pioneiros na distribuição de máscaras, refeições, medicamentos, compras de primeira necessidade, criação de rede de combate ao isolamento e reforço dos apoios financeiros a situações de enorme fragilidade. Por outro lado, um outro programa, o GeoSénior, permitiu o envolvimento da comunidade na sinalização de perturbações nas rotinas e no bem-estar dos mais isolados por força dos confinamentos sucessivos e dos receios relativos à pandemia.

J.A.- O que acha das novas medidas tomadas pela Governo para contenção do COVID-19?
P.J.- O grande desafio é o de preparar adequadamente o desconfinamento. Um mau planeamento do desconfinamento, nomeadamente por não contemplar acesso a atividades recreativas, pode gerar ajuntamentos descontrolados que poderão prejudicar a contenção da expansão da pandemia, prejudicando o esforço de todos e fazendo baixar a guilhotina sobre a saúde dos portugueses e sobre a economia portuguesa.

J.A.- Qual a sua opinião sobre o modo como está a decorrer a vacinação Covid-19?
P.J.- É um acontecimento inédito em Portugal, cujas vicissitudes operacionais e dificuldades organizacionais podem condicionar a perceção que temos. É também a prova de que os nossos serviços de saúde estavam mais preparados para receber pessoas do que para as contactarem. Essa será a grande lição para o futuro. A reorganização da capacidade de projeção do SNS.

J.A.- Devido ã pandemia que se instalou no Mundo, originando falta de recursos na população, a todos os níveis, relate a situação na sua zona.
P.J.- Os principais desafios são semelhantes ao resto do país, donde destacamos o isolamento, as dificuldades financeiras nas famílias que se viram afetadas pelo lay-off, a saúde mental, entre outros.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vítimas do mesmo?
P.J.- Não temos recebido qualquer apoio governamental.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- São vários os desafios que a comunidade enfrenta diariamente, não consigo destacar um sobre qualquer outro, porém consigo assegurar o empenho igual da Junta no apoio à comunidade.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- Diariamente são vários os desafios que nos lança a comunidade que servimos, razão pela qual foram criadas um conjunto de plataformas digitais que permitem rápida comunicação entre a comunidade e a Junta.

J. A. – Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- Iremos continuar a investir na digitalização dos serviços de resposta da Junta, apostados em aproximar as necessidades da comunidade que servimos à nossa capacidade de resposta, aumentando níveis de serviço e promovendo maior transparência.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.- A Estrela é uma freguesia central na cidade, com valências variadas e com uma comunidade vibrante e exigente. Esta participação da nossa comunidade na construção de mais e melhor Freguesia, são as qualidades fundamentais para a melhorar a qualidade de vida.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- Capaz de dar adequada resposta às necessidades da nossa Comunidade, mantendo elevados níveis de investimento na requalificação das nossas ruas e pronta para continuar a capacitar as nossas instituições e coletividades.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
Costumo pensar mais no apoio que a Junta pode dar à CML para construir mais e melhor cidade.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Na Estrela é a comunidade que servimos que guia a nossa ação.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Com o enorme apoio da minha família.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Votos de sucesso na divulgação do trabalho das freguesias como pilar fundamental na qualidade de vida das comunidades que servem.

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