Quinta das Conchas e dos LilasesX

Lisboa

Situado na freguesia do Lumiar, à Alameda das Linhas de Torres, este parque, integra um conjunto de antigas propriedades rurais, como a Quinta das Flores, a Norte, terrenos da Quinta das Conchas, a Sul (instituída no séc. XVI) e a Quinta dos Lilases, de formação mais contemporânea, e que viriam a fazer parte integrante da propriedade de Francisco Mantero, importante roceiro em S. Tomé e Príncipe, após a sua aquisição nos finais do séc. XIX.
Ambas as Quintas foram alvo de um plano de requalificação concluído em 2006, não deixando, no entanto, de evocar a memória cultural das quintas do termo de Lisboa, procurando-se a preservação da sua memória através da recuperação dos seus valores patrimoniais e ambientais. Assim, promoveu-se a valorização e conservação dos seus muros originais, mantendo o carácter intimista que estas quintas possuíam, passando pela recuperação dos sistemas e elementos estruturantes das quintas em termos formais, funcionais e estéticos, como são exemplo os equipamentos de armazenamento e abastecimento de água e as redes de irrigação existentes.
Tendo a Quinta das Conchas uma área de maiores dimensões relativamente à dos Lilases, esta integra um conjunto de espaços diversificados, a cujas características se acrescentaram múltiplos equipamentos para as várias actividades de recreio, claramente vocacionadas para uma utilização alargada do público. Já na Quinta dos Lilases, de ambiência mais intimista, os espaços patrimoniais adequam-se mais ao lazer e à aprendizagem, promovendo-se as actividades didácticas ligadas aos aspectos sensoriais dos ciclos da vida e do correr das estações, procurando estimular as funções de cariz mais contemplativo, de deambulação e estadia naqueles espaços.
Esta quinta contém uma vasta área arborizada viabilizada pelo lençol freático que alimentava diversos poços, actualmente secos. Umas das zonas mais emblemáticas na Quinta dos Lilases, constitui o célebre lago e as respectivas zonas envolventes cuja concepção foi da responsabilidade de Francisco Mantero, procurando evocar uma ambiência romântica claramente inspirada nos programas paisagistas oitocentistas. O exotismo manifesta-se com forte ligação às terras de São Tomé e Príncipe, através da construção do lago artificial representando as suas ilhas decoradas com palmeira.