Entrevista do Presidente da Câmara Municipal de Bombarral

Ricardo Manuel Silva Fernandes

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a temática aeroporto/Montijo?
P.C.-Apesar da pandemia da COVID-19 ter vindo a ter um impacto brutal no tráfego aéreo, a verdade é que, havendo uma vacina ou a cura para a doença, a recuperação perspetiva-se célere e rapidamente estaremos com o aeroporto internacional de Lisboa no limite da sua operação, pelo que me parece fundamental que o aeroporto do Montijo seja construído a bem da competitividade do País.

J.A.- Valorize o sector primário e o turismo desse concelho?
P.C.-O setor primário é sem dúvida o motor económico do concelho, e que não se cinge só ao mercado interno. Destacam-se, sobretudo, a Pera Rocha, o Vinho e o Bacelo. Ao nível turístico posicionamo-nos no segmento do Turismo de Natureza, um pouco por todo o concelho, possuindo ainda um potencial no domínio do Turismo Militar ligado às primeiras invasões francesas, com o ponto alto na Batalha da Roliça que teve lugar no dia 17 de agosto de 1808. O concelho tem também no seu território um parque temático impar e que atraí várias centenas de milhares de visitantes por ano, o Buddha Éden.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, e das medidas recentemente tomadas, contra este flagelo.
P.C.-Tudo o que se fizer, e o que se tem feito é significativo, será sempre pouco se continuarem a registar-se casos como os retratados ciclicamente na comunicação social. Há que continuar a mudar mentalidades.

J.A.- Estando a população cada vez mais envelhecida, e muita dela sem apoio familiar, recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.C.-Atualmente apoios de âmbito social nas áreas geridas pela Câmara Municipal, tarifas especiais no abastecimento de água, distribuição de alimentos de forma concertada com as várias IPSS e medicamentos através do programa ABEM: rede solidária do medicamento.

J.A.- O que acha das medidas tomadas pela DGS, para contenção do COVID-19?
P.C.-Com exceção de uma ou outra medida, cujo o calendário de aplicação não foi o mais adequado, tudo o que tem sido feito está de acordo com parâmetros de excelência. Os resultados aparecem agora com acentuada diminuição de casos no nosso país, exceção feita a alguns territórios específicos.

J.A.- Com a aproximação do Verão, que tipo de prevenção utilizada para minimizar danos como os que aconteceram em anos transactos?
P.C.-Temos tido sucesso nas intervenções feitas, tanto com as ações de sensibilização, como com limpeza do material combustível. Tem havido uma parceria de sucesso entre a Proteção Civil Municipal, a GNR/ SEPNA e os Bombeiros Voluntários do Bombarral. Felizmente não temos sido fustigados com gravidade.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vitimas do mesmo?
P.C.-Não aplicável.

J.A.-Qual o maior problema com que esse concelho se debate?
P.C.-A par do envelhecimento da população, o não retorno dos nossos jovens, depois de terminados os cursos.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.C.-A degradação do edificado e a dinâmica do comércio local resultante de uma falta de adaptação aos ritmos e rotinas diárias.

J.A.-Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nesse concelho?
P.C.-O Bombarral possui uma situação geográfica privilegiada; tem dois nós da autoestrada, é servido por caminho de ferro (cuja eletrificação se prevê concluída até 2023), portanto, tem acessos magníficos para todos os quadrantes do nosso país, destacando-se a proximidade a Lisboa, a pouco mais de meia hora. Fiscalmente, temos a Derrama a zero, o que permite obter mais uma vantagem competitiva.

J.A.- A câmara municipal tem algum tipo de parcerias e protocolos com instituições de ensino? Em que áreas e como se desenrolam esses protocolos?
P.C.-Além de já ter assumido as competências na área da Educação, o Município possui diversas parcerias com o Agrupamento de Escolas Fernão do Pó. Ao nível do Ensino Superior o Município beneficia das parcerias e protocolos desenvolvidos ao nível da OesteCIM, nos mais diversos domínios.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.C.-Ao dia de hoje, tranquila.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.C.-Tem sido política deste Executivo um incremento anual aos valores transferidos, situação que é para continuar.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população do seu concelho?
P.C.-Neste momento de pandemia, a mensagem terá incontornavelmente de passar por continuar a pedir o que a população tem feito muito bem: a sua proteção e das suas famílias.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.C.-Como sempre geri, como a mesma absorvente vida profissional anterior. Como Farmacêutico o ritmo era elevado, agora elevado é. Nada mudou.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.C.-Votos de continuação de bom trabalho e de vida longa em prol das autarquias.

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