JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Setembro 2019 - Nº 143 - I Série - Guarda e Castelo Branco

Guarda e Castelo Branco

Entrevista ao Presidente da União de Freguesias de Celorico da Beira (São Pedro e Santa Maria) e Vila Boa do Mondego

José Rocha Gonçalves

J.A.- Que conclusões dos últimos resultados das eleições europeias?
P.U.F.-Houve uma grande abstenção, devido ao facto de a população desta União de Freguesias estar envelhecida e pouco autónoma.

J.A.- Valorize o setor primário e o turismo dessa freguesia.
P.U.F.-Há um grande equilíbrio entre as duas vertentes, destacando a pastorícia e o turismo no Centro Histórico da vila.

J.A.- O aumento do desemprego gerou muita pobreza, como está essa freguesia a gerir esse problema?
P.U.F.- O desemprego está estável nestes últimos anos, depois de uma forte emigração. Os casos de pobreza extrema são, felizmente, escassos e estão cobertos pelo RSI. A Junta criou postos de trabalho, ainda que temporários, para a limpeza e manutenção dos caminhos rurais.

J.A.- O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente no nosso país e qual a causa e efeito?
P.U.F.-Não existem casos dramáticos conhecidos até agora, felizmente. No entanto, existem problemas de alcoolismo que podem potenciar estas situações. A União de Juntas tem estado atenta e apoiado, na medida do possível, ocupando as pessoas desempregadas.

J.A.- A delinquência infantil tanto no meio urbano como no meio escolar é neste momento uma infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.U.F.-Não temos tido conhecimento, ultimamente, de casos de delinquência, sendo esta vila caraterizada por uma certa pacatez.

J.A.- O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.U.F.-Sinto alguma apreensão, principalmente nas relações humanas, porque as pessoas tendem a ser menos tolerantes e mais egoístas…

J.A.- Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.U.F.-Tentamos apoiar instituições que trabalham na área da terceira idade e organizamos eventos, de forma a animar esta faixa etária, tais como festas e passeios. Também investimos em zonas de bem – estar destinadas aos mais velhos (barras de apoio nas escadarias e subidas, bancos e equipamentos em espaços de lazer).

J.A.- Com a aproximação do tempo quente, Verão, que tipo de prevenção utilizada para minimizar danos como os que aconteceram em anos transatos?
P.U.F.-A nossa freguesia, felizmente, apesar de ser considerada de risco, não tem sido flagelada pelos incêndios, pelo que não há vitimas. No entanto, temos recebido alguns (poucos) apoios, nomeadamente relativos ao programa “Aldeia Segura”.

J.A.- Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.U.F.-O problema da desertificação. Muitas aldeias, e até a própria vila, estão a perder população a cada ano que passa…

J.A.- Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.U.F.-A diminuição da natalidade. Para colmatar esta situação a União de Juntas implementou no corrente ano um incentivo à natalidade, atribuindo um subsídio, por recém-nascido, que será gasto nas farmácias da freguesia (dando também um incentivo ao comércio local).

J.A.- Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.U.F.-Tentar captar o tecido empresarial, criando empregos, de maneira a que os jovens se fixem neste território e proporcionar a melhor qualidade de vida possível a todos os residentes.

J.A.- Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.U.F.-Celorico da Beira é uma terra com história, belas paisagens, boa gente e com condições privilegiadas de acesso. Vale muito a pena investir aqui…

J.A.- Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.U.F.-Não temos, neste momento, problemas financeiros.

J.A.- Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.U.F.-Eu só posso falar pelo nosso caso… Presta apoio logístico e a nível de maquinaria e pessoal necessários à manutenção dos caminhos. Além disso, existe uma relação de parceria com a Câmara Municipal que muito beneficia o desenvolvimento local.

J.A.- Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.U.F.-Cá estaremos para o que der e vier, sempre preocupados com o bem – estar dos naturais e residentes…

J.A.- Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.U.F.- Como sou horticultor, bem como a minha esposa, tenho o privilégio de conviver diariamente com a maior parte dos habitantes, com os quais mantenho boas relações de proximidade.

J.A.- Que mensagem quer deixar ao jornal das autarquias?
P.U.F.- Muitos parabéns pelo trabalho desenvolvido. Assim as freguesias ganham novo ânimo

José Rocha Gonçalves

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