Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Quadrazais

Silvina Martins Vaz da Silva

J. A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.- Sim, na nossa Freguesia os dois sectores completam-se.

J. A. – O que pensa sobre a violência doméstica, e das medidas recentemente tomadas, contra este flagelo.
P.J.- Qualquer medida que lute contra a violência doméstica é para nós de máxima importância.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento um infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.- Na nossa Freguesia não temos escolas em funcionamento, mas a delinquência infantil é algo em crescimento, uma realidade que quanto a nós cresce pela falta de apoio familiar.

J.A.- O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- É a lei do mais forte e mais notado, que a nossa sociedade cultiva neste momento com tendência a aumentar pela forma de vida que a sociedade tem.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- A Freguesia tem um Lar com as várias valências , prestando o apoio na Freguesia, contudo e como é sabido a Junta de Freguesia está sempre disponível a apoiar quem  o solicita.

J. A. – O que acha das novas medidas tomadas pela Governo para contenção do COVID-19?
P.J.- Nada é perfeito e por isso as medidas também o não são, mas cada um tem as suas prioridades e o Governo tenta dentro do possível dar uma maior abrangência à resposta ao Covid.

J. A.- Devido ã pandemia que se instalou no Mundo, originando falta de recursos na população, a todos os níveis, relate a situação na sua zona.
P.J.- Na nossa zona, sendo uma zona essencialmente de emigrantes ainda não são sentidas quaisquer dificuldades para além do confinamento.

J.A.- Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- O envelhecimento

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- Incentivos à fixação de jovens.

J.A.- Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- Se não houver incentivos à fixação ser uma Freguesia a definhar como todas as outras do interior.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.- Tentamos dar uma imagem de que vale a pena viver nesta Freguesia por tudo o que possui e temos à nossa volta, como um rio com praias e uma Reserva Natural (Malcata) com paisagens lindas e percursos onde os passeios nos transmitem paz. 

J.A.- Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- Não temos problemas financeiros, porque nos limitamos a construir e fazer o possível e não o que gostaríamos.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J.- Nunca é o solicitado e a nossa Freguesia tem sido quanto a nós pouco contemplada relativamente a outras.

J.A.- Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Um abraço a todos vós, na certeza que faço o que me é permitido fazer e não o que gostaria de fazer.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Com bastante sacrifício e muito boa vontade, prejudicando a minha vida familiar em muitas situações, contudo reconheço que se estou aqui é por vontade própria.

J.A.- Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Se estas entrevistas servirem para dar mensagens a quem de direito e melhorar as situações possíveis, só tenho que dar os parabéns

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