Entrevista da Presidente da Junta de Freguesia de Aldeias

Ana Paula Morgado Ferreira

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.­ - A nível de sector primário, a Junta de Freguesia dinamizado ao longo do tempo actividade de valorização do sector primário, salientado as seguintes: - dinamização de feiras com a venda de produtos endógenos provenientes da agricultura, e da pecuária. A Junta de Freguesia tem também promovido a divulgação destes produtos junto dos órgãos de comunicação social com o objectivo de os promover e divulgar. A nível do turismo tem se empenhado o divulgar as potencialidades naturais da Freguesia (Vale do Rossim) e o turismo de habitação com a divulgação no site da Freguesia (em construção) dos alojamentos disponíveis.

J.A - O que pensa sobre a violência doméstica, e das medidas recentemente tomadas, contra este flagelo.
P.J.­ - A violência doméstica é muito condenável e que deve ser punido de acordo com a legislação em vigor. Ninguém deve ficar indiferente a este flagelo e deve, sempre que necessário informar as autoridades competentes da existência de possíveis vítimas de violência doméstica. O agravamento das punições contra os agressores e a maior protecção das vítimas que pessoalmente valorizo.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento uma infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.­ - A nível da Freguesia não tenho conhecimento de situações de delinquência infantil. O meio rural em que vivemos e o acompanhamento familiar que a maioria das famílias proporciona aos seus educandos, torna a realidade de delinquência infantil pouco significativa nesta freguesia.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.­ - A violência que está a gerar na nossa sociedade, penso estar relacionada com posições extremistas que se estão a tornar cada vez mais frequentes e que provém do descontentamento social que se vive, e pela falta de oportunidades, sobre tudo dos mais jovens.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.­ - A autarquia tem desenvolvidas actividades com o intuito de minorar as dificuldades sentidas pela população mais envelhecida, entre as quais : Consultas medicas quinzenais, protocolo para a entrega de medicamentos ao domicílios, ginástica Senior, apoio á IPSS da nossa freguesia.

J.A.- O que acha das novas medidas tomadas pela Governo para contenção do COVID-19?
P.J.­ - Penso que as medidas deveriam ser mais restritivas. No contexto actual e com a dimensão que a pandemia está a tomar, era expectável que o governo adoptasse um confinamento geral de todas as atividades.

J.A.- Devido ã pandemia que se instalou no Mundo, originando falta de recursos na população, a todos os níveis, relate a situação na sua zona.
P.J.­ - Na minha zona, os efeitos económicos e a escassez de recursos, não são ainda muito notários. A escassez de recursos é sentida pela população mais a nível de cuidados de saúde e também a nível de emprego dado que algumas pequenas empresas acabaram por fechar.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vítimas do mesmo?
P.J.­ - Os apoios do governo não têm sido significativos a nível de apoio económico para a nossa Freguesia. Tem havido poucas vítimas da Covid-19 na Freguesia, no entanto, as mesmas têm sido acompanhadas por diversos meios de comunicação, e sempre que necessário, apoio nas compras, alimentação de animais, medicação…etc.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.­ - Considero que a divulgação turística das potencialidades do Concelho e particularmente desta freguesia que possui a 2ª maior área da reserva natural do Conselho, e que não está a ser devidamente cuidada, explorada e divulgada pelo nosso governo. A Junta não tendo, infelizmente, a possibilidade orçamental para o desenvolvimento dessa área.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.­ - O maior problema com que a freguesia de debate é a falta de incentivo e de emprego para os mais jovens se fixarem na freguesia. Nomeadamente aqui acima, a questão do desenvolvimento da nossa área no Vale do Rossim, trazendo uma reserva de empregos considerável para muita gente do nosso Conselho. Sentimos-mos nos impotentes face á indiferença dos nossos governantes face a uma riqueza e beleza do nosso País ficando ano após ano, mandatos após mandatos, sem qualquer intervenção.

J. A. – Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.­ - Perspetivo uma Freguesia mais dinâmica, tanto a nível cultural, como social e económico e sobre tudo, turístico.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.­ - A mensagem prende-se com a valorização e exploração dos recursos naturais, passíveis de trazer riqueza à Freguesia, nomeadamente através do turismo. O investimento nesta Freguesia seria importado para a criação de postos de trabalho que fixassem os jovens à terra.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.­ - A situação financeira da freguesia, ao momento, é considerada satisfatória, devido aos cuidados tidos na gestão do orçamento.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J.­ - A Câmara presta apoio a vários níveis de prestação de serviços.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.­ - A mensagem que pretendo transmitir prende-se com a necessidade de um maior envolvimento por parte da população nas actividades promovidas pela junta e com a apresentação de sugestões de actividades que visem o desenvolvimento da freguesia. A toda á população agradeço a compreensão que têm tido neste primeiro mandato autárquico.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.­ - Exige de facto muito esforço e dedicação, o que, nem sempre é fácil de gerir.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.­ - Pretendo que o Jornal das Autarquias seja um promotor atento e ativo de divulgação de actividades das freguesias e dos anseios e dificuldades dos autarcas responsáveis pelos mesmos.

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