Entrevista à Presidente da Câmara Municipal de Góis

Maria de Lurdes Oliveira Castanheira

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a temático aeroporto/Montijo?
P.C.-Considero que a realidade do país, impunha potenciar e rentabilizar os equipamentos já existentes.
Num país com a nossa dimensão, a construção de uma linha de comboio de alta velocidade entre Lisboa e o aeroporto de Beja, daria uma resposta célere a uma necessidade sobejamente reconhecida, de forma menos onerosa financeiramente e promovendo o equilíbrio territorial do país através de políticas efetivas e não de índole retórica.
Não se devendo descurar a existência de uma infraestrutura para a Região Centro.

J.A.- Valorize o sector primário e o turismo desse concelho?
P.C.-O empenho do município nos últimos anos, tem-se revelado no investimento de
importantes recursos financeiros, humanos e materiais na dinamização da atividade turística.
Apostámos na valorização dos recursos naturais, com destaque para as praias fluviais; caminhos pedestres, dinamização do posto de turismo; aldeias do xisto.
Mas também, fizemos a aposta no imaterial, dinamizando as tradições locais, como particular destaque, o carnaval das aldeias do xisto.
Somos ainda, o concelho do país com mais quilómetros da N2, facto que também faz de Góis, um local de destaque, deste grande projeto turístico nacional.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, e das medidas recentemente tomadas, contra este flagelo.
P.C.-Lamentavelmente é ainda, um grave problema social e tem merecido da câmara municipal particular atenção.
Neste momento, o município apresentou uma candidatura para a criação de uma estrutura de apoio e acompanhamento das vítimas, já aprovada, em conjunto com outros municípios, no âmbito da ABIBER;
Uma segunda candidatura foi apresentada também pelo município, no âmbito da CIM, visando a criação dos planos da igualdade ao nível das autarquias locais.

J.A.- Estando a população cada vez mais envelhecida, e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.C.-Todo o apoio solicitado. A câmara municipal apoia nas mais variadas vertentes sociais, as lacunas sentidas pelos mais idosos do concelho: na saúde, no acompanhamento, no acesso a bens essenciais, entre outros.

J.A.- O que acha das medidas tomadas pela DGS, para contenção do COVID-19?
P.C.-Todas as medidas emanadas pela DGS, tem merecido do município, a melhor atenção e cumprimento. Até ao momento tem-se conseguido dar resposta positiva à contenção do COVID-19, trabalhando em estreita articulação com a DGS via delegado de saúde, instituições de solidariedade social do concelho, bombeiros voluntários e centro de saúde local.

J.A.- Com a aproximação do Verão, que tipo de prevenção utilizada para minimizar danos como os que aconteceram em anos transatos?
P.C.-A câmara municipal implementou as condições logísticas exigidas, para reduzir o impacto negativo dos possíveis dados que possam ocorrer.
Sabemos que vamos ter enorme um aumento populacional, mas temos acautelado as condições possíveis e desejáveis, para todos se sentirem bem em Góis.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vítimas do mesmo?
P.C.-O município tem trabalhado em articulação com os serviços públicos e também no âmbito da CIM-RC, pelo que, os apoios vão sendo geridos ao longo deste período de pandemia.

J.A.-Qual o maior problema com que esse concelho se debate?
P.C.-O problema estrutural que o concelho se debate, prende-se com a debilidade da estrutura da população envelhecida e cada vez em menor número, à semelhança do território do interior do nosso país.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.C.-As acessibilidades com o exterior teimam em ser um dos constrangimentos estruturais do concelho.
É fundamental uma E.N.342 moderna, que responda às exigências atuais.

J.A.-Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nesse concelho?
P.C.-A vontade expressa de dotar o concelho de mais e melhores condições, foi sempre um objetivo a alcançar e assim continuará.
Investir neste concelho é apostar nas potencialidades da atividade turista local, alicerçada nas aldeias do xisto, nos rios, na gastronomia, na paisagem, na caça, na pesca, na floresta.

J.A.- A câmara municipal tem algum tipo de parcerias e protocolos com instituições de ensino? Em que áreas e como se desenrolam esses protocolos?
P.C.-A câmara municipal ao longo dos anos tem estabelecidos um conjunto de parcerias e protocolos, visando proporcionar aos alunos as condições de mais e melhor ensino, nomeadamente, ao nível do ensino musical, prática da natação, atividades lúdicas, nalguns casos recorrendo a entidades externas ao concelho.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.C.-A autarquia mantém uma situação estável financeira, procurando com os recursos financeiros disponíveis, alavancar os variados sectores de desenvolvimento.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.C.-A colaboração é prestada quotidianamente, sempre que as freguesias o solicitem e a câmara municipal entenda ser o mais adequado à prossecução da melhoria das condições dos munícipes.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população do seu concelho?
P.C.-Uma mensagem de esperança renovada, neste período conturbado que alterou a vida de todos nós. A câmara municipal não se ausentará de apoiar todos aqueles que precisarem de apoio.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.C.-Um autarca tem de assumir a sua função como uma missão nobre de serviço público. Só assim entendo este trabalho, tão exigente do ponto de vista familiar, sujeito a condicionantes que têm que merecer mútua compreensão. Tudo se consegue quando se faz o que se deve e com gosto.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.C.-Felicito o Jornal das Autarquias pelo valioso trabalho que desempenha na divulgação e promoção da atividade autárquica do nosso país.
É fundamental para a nossa democracia, que a informação possa chegar a todos de forma isenta e bem ilustrativa do papel importante que as autarquias têm no desenvolvimento da nossa sociedade.

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