JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Outubro 2019 - Nº 144 - I Série - Braga e Viana do Castelo

Braga e Viana do Castelo

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Belinho e Mar

Manuel Eiras Martins Abreu

J.A.- Que conclusões dos últimos resultados das eleições Europeias?
P.J. -Concluímos que há algum desinteresse por parte da população.

J.A. – Valoriza o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J. -Sim. O setor primário representa a principal fonte de rendimento das famílias de Belinho e Mar. A agricultura, a caça e a pesca, são atividades muito representativas, quer do ponto de vista económico, quer da subsistência, quer até em termos lúdicos. Por isso, este executivo não só respeita, como valoriza o sector.
Quanto ao turismo, nota-se um crescimento galopante nos últimos 5 anos, no turismo religioso, nomeadamente dos Caminhos de Santiago. Este executivo não fica alheio a esse crescimento tendo investido num Ponto de informação dedicado aos peregrinos dos Caminhos de Santiago, aproveitando para divulgar o património local e a nossa cultura.

J. A. – O aumento do desemprego gerou muita pobreza, como está essa freguesia a gerir esse problema?
P.J. -O aumento da pobreza não teve um impacto mais significativo pois as famílias recorreram ao setor primário como meio de subsistência, conjugando-o com os variados apoios sociais que estão acessíveis a quem preenche os requisitos para deles beneficiar.

J. A. – O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente no nosso país e qual a causa e efeito?
P.J. -Penso que estamos no bom caminho, mas ainda há muito trabalho para fazer no apoio às vítimas de violência doméstica. Constato que é uma realidade que ainda marca muitas famílias na nossa União de Freguesias e que enquanto autarquia local não dispomos de muitos meios de apoio, a não ser a sinalização, o encaminhamento, a informação e a solidariedade para com as vítimas desta realidade.
As causas da violência doméstica podem ser as mais variadas, estas podem estar ligadas, às dependências de álcool e drogas, desemprego, desrespeito pelos idosos, manipulação e controlo do parceiro/a, enfim… inúmeros. Já os efeitos são unanimemente físicos, psicológicos, sociais, financeiros. Na minha opinião esta é uma questão de saúde pública, dadas as implicações que tem na vida pessoal, familiar e social das vítimas e dos agressores.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento uma infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J. -A delinquência infantil é mais frequente nos grandes aglomerados urbanos, na nossa União de Freguesias não registamos exemplos que possamos considerar delinquência infantil. Temos casos de má educação e falta de motivação em âmbito escolar, mas nada que justifique um enquadramento de delinquência.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J. -É tudo fruto da vida stressante e desgastante que temos. As pessoas tem cada vez menos paciência e resistência à frustração.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J. -Não temos condições financeiras para prestar apoios sociais à população. O Município de Esposende encarrega-se disso mesmo.

J.A.- Com a aproximação do tempo quente, Verão, que tipo de prevenção utilizada para minimizar danos como os que aconteceram em anos transactos?
P.J. -Prestamos cada vez mais informação e apoio à população, no sentido de se respeitar o período crítico e quando este termina, o pedido de autorização de queimas e queimadas através de portal próprio.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vítimas do mesmo?
P.J. -Não fomos vítimas de incêndios tão grandes como o de Pedrógão, por exemplo. Nesse sentido também não temos recebido apoios, para além do apoio informativo, com cartazes, flyers, etc.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J. -Falta de recursos económicos para implementar todas as obras necessárias ao bem-estar da comunidade.
Falta de recursos técnicos e materiais que nos fazem depender do município para resolução de muitas das nossas limitações.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J. -A construção do Multibanco em Mar, que se arrasta à algum tempo.

J. A. – Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.J. -Esperamos a desunião das Freguesias e continuar a prestar um serviço público de qualidade, continuar a construir infraestruturas de apoio ao desenvolvimento económico, social e desportivo da nossa comunidade. Apostar sempre na educação e na informação como pilar de crescimento da sociedade em que estamos integrados.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J. -A imagem de que é bom viver em Belinho e Mar pois é sinónimo de bem-estar, num local que em questões de segurança é do melhor, daí o interesse em cá morar.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J. -A situação financeira é estável.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J. -O apoio do município é exemplar, não havendo qualquer razão de queixa até ao momento.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J. -Que se orgulhem da nossa freguesia.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J. -São duas realidades conciliáveis. O apoio da família é indispensável para superar os desafios diários inerentes à Gestão da freguesia de Belinho e Mar. Por outro lado a família também é muito bairrista e partilha do mesmo entusiasmo pela freguesia e seu desenvolvimento, daí que a opinião deles também é importante quando tomamos decisões que afetam a freguesia.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J. -Continuem o bom trabalho.

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