Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Azurém

José Castro Antunes

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.- Em Azurém, prevalece o setor do comércio, serviços e indústria. Mas também temos a componente educativa ou não tivéssemos na nossa freguesia as instalações da Universidade do Minho, uma das referências nacionais e internacionais do ensino universitário. 

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, e das medidas recentemente tomadas, contra este flagelo.
P.J.- É um drama social das sociedades contemporâneas, provavelmente fruto também de situações de desemprego que possam haver. 

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento uma infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.- Qualquer tipo de delinquência é de lamentar. Enquanto agentes políticos com responsabilidades para assegurar a harmonia de uma vida em comunidade, temos de criar respostas sociais para minimizar estes fenómenos.
Precisamos de atos concretos para anular situações concretas! 

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- A ponderação e o equilíbrio sociais são determinantes para o êxito de uma vida em comunidade. Hoje, termos uma sociedade sã é garantir um melhor futuro para as gerações vindouras... 

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- Temos um projeto de alfabetização de adultos, que se denomina Oficina das Letras e que tem a coordenação da professora Liliana Ribeiro. Trata-se de um projeto muito bem-sucedido que promove a literacia e a inclusão social de pessoas que não tiveram oportunidade de, um dia, poder estudar e adquirir conhecimento. 

J.A.- O que acha das novas medidas tomadas pela Governo para contenção do COVID-19?
P.J.- São medidas a pensar no regresso à normalidade a que estávamos habituados. Quem está a decidir,quer o melhor das suas pessoas! Não tenha a menor dúvida! Ninguém toma decisões por que lhe apetece ou por que quer perder popularidade! Há uma conjuntura mundial que tem de ser resolvida e é nesse sentido que temos, todos, de colaborar e contribuir para que possamos ter as nossas vidas…

J.A.- Qual a sua opinião sobre o modo como está a decorrer a vacinação Covid-19?
P.J.- É do domínio público que têm surgido alguns atrasos no processo de vacinação, contudo, temos de confiar nas autoridades de saúde que estão a dar o seu melhor e tudo estão a fazer para nos libertarmos da aflição desta pandemia.

J.A.- Devido à pandemia que se instalou no Mundo, originando falta de recursos na população, a todos os níveis, relate a situação na sua zona.
P.J.- Temos um Executivo de Junta muito atento a todas as particularidades que nos surgem em cima da mesa. Não têm sido muitas, mas as que temos tido conhecimento são tratadas com a singularidade, delicadeza e zelo que efetivamente merecem. 

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vitimas do mesmo?
P.J.- Os apoios que temos recebido estão relacionados com a intervenção da Autarquia, com quem lidamos diretamente, nomeadamente, com o seu Presidente Domingos Bragança, que está sempre disponível a prestar o seu apoio institucional. Em função das diferentes necessidades, temos distribuído pela população diverso material e equipamento de proteção individual, como máscaras, álcool gel, além de colaborarmos com iniciativas de apoio à economia local, numa parceria com a Associação de Comércio Tradicional de Guimarães e a Câmara Municipal.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- O alargamento do cemitério é uma prioridade que está já a ser tratada com o Município de Guimarães. Em breve, teremos boas novidades na sequência das reuniões que tenho tido com o seu Presidente, Dr. Domingos Bragança.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- São questões pontuais mas que fazem toda a diferença quando surgem e têm de ser resolvidas com a urgência que merecem. Noutro âmbito, a Junta de Freguesia de Azurém é também a sede da “Refood”, cujo Centro de Operações visa eliminar o desperdício de alimentos e fazer a respetiva distribuição por famílias carenciadas. A nível social, são 1.250 refeições por mês, 152 pessoas apoiadas e 110 cabazes mensais. É este o apoio social prestado pela ReFood, com a colaboração de proximidade da Junta de Freguesia de Azurém para todo o concelho de Guimarães.

J. A. – Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- Queremos uma freguesia viva, com pessoas ativas e uma comunidade dinâmica. O Centro Escolar de Azurém é um dos objetivos a concretizar, também, a breve trecho. O projeto para a renovação do Centro Cívico de Azurém está a ser ultimado e, em breve, terá a sua apresentação. O terreno para a localização do futuro Centro Escolar de Azurém está na fase final de negociações, após constantes conversações para ser alcançado o melhor acordo para o erário público. 

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.- Azurém beneficia de uma centralidade urbana ímpar, numa cidade única, fundadora da nacionalidade e Património Cultural da Humanidade desde 2001. Temos um espaço citadino muito exemplar, bem tratado, onde é agradável viver e visitar. Em Azurém, vai nascer também, a curto prazo, um projeto para residência de estudantes universitários, que será de referência internacional. Este novo conceito de alojamento para alunos vai reabilitar uma antiga unidade industrial, na zona da Madre de Deus e vai permitir atrair, igualmente, mais alunos para a nossa freguesia, contribuindo para fixar aqui população mais jovem.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- Está estável e recomenda-se. As pessoas conhecem a realidade financeira da sua freguesia e sabem que tudo é feito e adquirido como se fosse a nossa casa! 

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J.- A Câmara tem sido uma aliada das Juntas de Freguesia. Esta relação de proximidade é fundamental para a execução do nosso projeto eleitoral. Há bem pouco tempo, em junho de 2018, uma intervenção profunda na Rua de Francos, uma obra orçada em 1 milhão e 200 mil euros, permitiu requalificar um dos percursos rodoviários mais emblemáticos da freguesia e criar um novo acesso para a Universidade do Minho. 
A entrada nascente da cidade, com um investimento de 1 milhão e 300 mil euros, foi também completamente requalificada, com a renovação da Rua de São Torcato e a nova Volta do Pedroso. Um reordenamento urbano na entrada nascente da cidade e nas residências universitárias, também de acesso ao Campo de São Mamede e Castelo de Guimarães.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Escolheram autarcas com sentido de responsabilidade, amor à causa pública e dedicação ao próximo. Não iremos nunca desiludir na missão que nos atribuíram, já em dois mandatos! Os cidadãos de Azurém, felizmente, estão a
par do trabalho diário efetuado pelo seu Presidente e reconhecem a sua dedicação à causa pública. Quem não
conhece, convida-se a ir ver a obra feita para todos começarmos a saber do que falamos.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Por vezes, é difícil e os papéis até se confundem, dado que um Presidente de Junta tem de estar 24 horas ao serviço da sua população. O mais pequeno pormenor, se não for resolvido atempadamente, passa a ser uma dor de cabeça
para as pessoas que confiaram em nós. E eu, particularmente, gosto de ter sempre a folha de serviço em dia...

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Estão de parabéns! Faz falta um meio de comunicação que permita dar a conhecer os projetos e os rostos das autarquias locais, que são quase sempre o primeiro nível de contacto entre as pessoas e o regime democrático.
Serve de inspiração para outras autarquias implementarem modelos de governação compatíveis com os territórios que abrangem e servem.

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