Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Manhouce

Carlos Alberto Duarte Laranjeiro

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a temática aeroporto/Montijo?
P.J.-Não tenho uma opinião formada a esse respeito.

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.-Como a nossa localização geográfica dista da localidade em questão, não disponho de critérios de avaliação acerca do turismo dessa freguesia.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, e das medidas recentemente tomadas, contra este flagelo.
P.J.- São situações que não deveriam acontecer. Todas as medidas adotadas que visem a proteção das vítimas, que sirvam para reprimir e de certa forma punir o agressor são sempre necessárias.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento um infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.- Na minha freguesia não há conhecimento de nenhum caso de delinquência infantil. Somos uma aldeias onde ao longo dos tempos as pessoas e as famílias têm conseguido passar valores morais e culturais, as nossas crianças mesmo no meio escolar são pacíficas.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J- É fruto de uma certa liberdade falta de valores e comodismo da própria sociedade.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.-De fato é uma realidade. Ainda assim penso que os idosos que vivem nas aldeias tem mais qualidade de vida, apoio dos familiares e vizinhos, todos dispõem de habitação própria, os mais resistentes cultivam a sua horta e tudo isso ajuda a equilibrar o orçamento. A Freguesia dispõe um Centro Social, que funciona como centro de dia, apoio ao domicílio, distribuição de refeições e outros serviços. Esta instituição tem tido por parte da Junta de Freguesia todo o apoio solicitado. De referir, que todos os habitantes podem facilmente contactar este executivo, estamos sempre disponíveis para apoiar e intervir no que for necessário para o bem estar da nossa população.

J.A.- O que acha das medidas tomadas pela DGS, para contenção do COVID-19?
P.J – As medidas tomadas têm sido atualizadas e complementadas face à evolução da situação, sendo adaptadas a cada localidade onde ocorrem surtos e existem maior número de casos.

J.A.- Com a aproximação do Verão, que tipo de prevenção utilizada para minimizar danos como os que aconteceram em anos transatos?
P.J.-A prevenção e os cuidados não podem ser descorados, acatando todas as medidas implementadas divulgadas pela DGS e autoridades competentes.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vitimas do mesmo?
P.J.- Felizmente até à presente data não tivemos nenhum caso de COVID-19, daí não termos tido ainda necessidade de qualquer tipo de apoio. Na eventualidade de vir a acontecer, estou certo que teremos todo o apoio das instâncias superiores.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- A desertificação das várias aldeias da freguesia.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- Esse é o principal. Criar incentivos para que os casais fixem residência na Freguesia e infraestruturas que possam gerar postos de trabalho.

J. A. – Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- As perspetivas são animadoras e promissoras, tenho alguns projetos em execução no âmbito do desenvolvimento do turismo desta terra.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.- É freguesias com recantos lindíssimos, rios com água límpida e cristalina onde se encontram poços e cascatas de uma beleza que merece ser contemplada. Montanhas onde podemos realizar caminhadas e apreciar a fauna e flora característica da região. O ar puro que se respira por estas bandas, a boa gastronomia, o contacto com um povo genuíno e de uma riqueza cultural ímpar.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- Razoável, mas é óbvio que se torna insuficiente para realizar obras de grande envergadura.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J.- No nosso caso, temos tido apoio a nível de desenvolvimento de vários projetos e candidaturas apresentadas pela freguesia, realização de obras de maior custo, realização de um evento anual (Festa da Vitela de Lafões) e outras situações quando solicitado.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J. - Sejam felizes, vivam sem esquecer as vossas raízes, tentem preservar ao máximo a identidade de um povo humilde generoso, rico de afetos e dono de uma cultura e tradições que até hoje se mantêm vivas. Para isso conto com todos vós!

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- O ser humano adapta-se às situações.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Não tenho acompanhado o vosso projeto, no entanto quero salientar que todo o tipo de informação que possa beneficiar as nossas aldeia , dar algum destaque , promover a Freguesia de Manhouce é sempre uma mais valia. Obrigado

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