Entrevista do Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis

Joaquim Jorge Ferreira

J.A.- Valorize o sector primário e o turismo desse concelho?
P.C.- O setor primário tem ainda expressão nas freguesias mais rurais do concelho estando na base da vida dessas populações bem como da atividade agroalimentar. A nível turístico continuamos a investir para potenciar ainda mais o setor sendo de destacar como potencialidades o Parque La Salette, o Parque Temático Molinológico, as margens do rio Caima, o núcleo histórico da Bemposta, a casa-museu Ferreira de Castro, a igreja-matriz e outros edifícios de valor patrimonial.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica e das medidas recentemente tomadas contra este flagelo?
P.C.- A violência doméstica exige, mais do que nunca, respostas rápidas e eficazes a nível do combate, prevenção, formação de profissionais e integração social das vítimas. No concelho trabalhamos este fenómeno em rede com o envolvimento de entidades e instituições de forma a travarmos este flagelo social que é um obstáculo e um retrocesso em termos de direitos humanos e da liberdade individual. Assinámos este ano o protocolo para a territorialização da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica na área geográfica dos municípios de Terras de Santa Maria. O protocolo visa melhorar as respostas de prevenção, proteção e combate à violência contra as mulheres garantindo todas as condições às vítimas ao nível do encaminhamento de situações, apoio e proteção.

J.A.- Estando a população cada vez mais envelhecida, e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.C.- O apoio mais evidente é o cheque farmácia, uma medida de forte alcance social com reflexo no orçamento das pessoas em situação de carência económica. O objetivo é garantir que todos os oliveirenses tenham acesso à medicação e aos cuidados mínimos de saúde, assegurado o seu bem-estar.

J.A.- O que acha das medidas tomadas pela DGS para contenção do Covid-19?
P.C.- As medidas tomadas foram essenciais para o país conseguir travar a situação pandémica tendo sido, ao longo do tempo, adaptadas e aplicadas as respostas adequadas ao evoluir da doença. Tem sido uma tarefa difícil do Governo mas a minha convicção é que as medidas têm sido as apropriadas para combater este problema sério de saúde pública.

J.A.- Com a aproximação do Verão que tipo de prevenção utilizada para minimizar danos como os que aconteceram em anos transatos?
P.C.- Além das orientações do Governo em matéria da defesa da floresta, o trabalho nesta área tem-se centrado na melhoria da rede viária, no aumento dos pontos de água e na gestão de combustível que permitam maior rapidez e eficiência no ataque e gestão dos incêndios.

J.A.-Qual o maior problema com que esse concelho se debate?
P.C.- A rede de saneamento é uma das maiores preocupações deste executivo sendo um desígnio do atual mandato. É um problema sério, ambiental e de saúde pública que temos vindo a atacar através de investimentos para alargar a rede. Esta é uma matéria estrutural para o município e uma das prioridades.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.C.- A rede viária é outra área prioritária de intervenção face ao seu estado deficitário. O investimento vai prosseguir para darmos mais segurança, fluidez e conforto e melhorarmos a interligação entre as freguesias e as vias estruturais do concelho.

J.A.-Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nesse concelho?
P.C.- A mensagem é criarmos as condições para tornarmos o concelho de Oliveira de Azeméis um dos melhores do país para viver, investir e trabalhar. Temos fatores importantes que, potenciados, nos tornam competitivos e geradores de dinâmica regional e nacional com grande poder para atrair e fixar pessoas e investimentos.

J.A.- A câmara municipal tem algum tipo de parcerias e protocolos com instituições de ensino? Em que áreas e como se desenrolam esses protocolos?
P.C.- Consideramos a educação uma área estratégica e nesse sentido temos parcerias com as nossas instituições de ensino. A nossa realidade económica exige uma constante aproximação ao ensino superior e aos centros de formação e nesse sentido trabalhamos em parceria com a Escola Superior Aveiro Norte, a Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa e o Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.C.- A autarquia reduziu a zero o seu endividamento líquido entre outubro de 2017 e dezembro de 2018. Este resultado demonstra a gestão rigorosa e eficiente que temos seguido, com especial ênfase para a redução das despesas correntes. Somos hoje uma câmara de boas contas e com sustentabilidade. Em setembro deste ano “fechámos” o Plano de Saneamento Financeiro com a antecipação do pagamento da última prestação.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.C.- O apoio é dado através das transferências correntes e de capital. No âmbito da delegação de competências reforçámos, em 15%, o apoio financeiro às juntas de freguesia, correspondente a uma verba de 120 mil euros. As juntas viram, assim, ampliada a sua capacidade de investimento.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população do seu concelho?
P.C.- A principal mensagem é de esperança e confiança no futuro e na nossa capacidade coletiva para anteciparmos o nosso destino.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.C.- Não é um processo fácil uma vez que a vida autárquica ocupa muito tempo o que implica sacrificar a minha família em muitos momentos.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.C.- Continuem o excelente trabalho que têm efetuado ajudando ao desenvolvimento das autarquias e dos territórios.

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