Entrevista do Presidente da União de Freguesias de Terrugem e Vila Boim

Manuel Augusto Peixoto Bandara

J.A.- O turismo e o sector primário são valorizados nessa autarquia?
P.U.F.-Tendo em conta que somos uma União de Freguesias e em que cada uma já estava dotada de alguns negócios de particulares virados para o turismo, nomeadamente na área de alojamentos e de realização de eventos, logo qualquer uma das freguesias já estava referenciada a esse nível. A par desses negócios particulares, a Terrugem já estava dotada de um parque de autocaravanas que está referenciado num blogue específico para o efeito e onde recebemos diariamente bastantes caravanas vindas de todas as partes, sendo a sua maioria Holanda, França e Alemanha.
Temos como objetivo dotar o parque de autocaravanas com novos equipamentos, nomeadamente um balneário e um pequeno parque de merendas de forma a que o parque se torne mais acolhedor e com mais utilidades.
Relativamente ao setor primário, esta União de freguesias tem o setor primário bem referenciado nacionalmente e internacionalmente, através de empresas de curtumes e confeção de peles e cortiça, empresas agrícolas de produção animal, assim como na produção de Azeite.

J.A-As medidas já tomadas pelo Governo contra a violência doméstica, serão suficientes para atenuar esse flagelo?
P.U.F.-Na minha modesta opinião acho que as penas são ainda muito ligeiras, pois penso que se fossem um pouco mais pesadas, levaria a uma diminuição deste flagelo, pois na maioria dos casos, os arguidos ficam com penas muito leves, acabando por vezes, a que cometam o mesmo crime à posteriori e por vezes “terminarem” o que não conseguiram antes de serem descobertos.

J.A.- Que recursos financeiros necessitam as populações mais enfraquecidas (a vários níveis) nessa autarquia?
P.U.F.-As famílias mais desfavorecidas na freguesia estão a ser acompanhadas pela junta, assim como Segurança Social, Escola e CPCJ, a nivel de recursos financeiros é na sua maioria o RSI, assim como algumas ajudas no que diz respeito a conservação das suas casas, de forma a dar algum conforto às famílias.

J.A.- O que pensa sobre as medidas tomadas pelo governo sobre o Covid 19 e sua vacinação?
P.U.F.-As medidas tomadas pelo governo, inicialmente foram as mais corretas, de forma a travar uma propagação do vírus, mas chegou a um ponto onde asfixiou a economia, levando a uma grande quebra de produções. Relativamente à vacinação inicialmente foi feita de uma forma ordeira e correta, sendo que a partir da 3ª dose, os métodos não foram os mais adequados, nomeadamente ao nivel da logística, onde as juntas se viram subcarregadas com o transporte diário de pessoas aos centros de vacinação. Depois numa altura em que as juntas recebem a duodécimos, tem sido uma grande ginástica financeira.

J.A.- Que medidas pensa tomar durante este novo mandato?
Relativamente a este mandato, será um pouco atípico, tendo em conta que não se pode fazer planos a 4 anos, uma vez que iniciámos o processo de separação e onde o mesmo prevê eleições intercalares. De qualquer forma este executivo tem dedicado os seus esforços a fazer a manutenção (por vezes reabilitação) dos seus edifícios que se encontram num péssimo estado, nomeadamente ao nivel das coberturas e que por consequência acabam por danificar o próprio interior dos edifícios, inclusive, equipamentos existentes nos mesmos, como por exemplo material de som, em salas de espetáculos.
Temos também na mira, requalificação dos WC’s públicos que estão degradados e partidos.
Relativamente a projetos maiores aguardamos pelo novo PRR para ver onde podemos inserir algumas das nossas ideias.
Temos também como objectivos divulgar tudo o que temos de cultura, desportos, artesanato e turismo e dar vida e dinâmica aos nossos equipamentos.

J.A.- que problemas mais prementes necessitam de intervenção rápida nessa autarquia?
P.U.F.-Tal como referido na última questão, os problemas mais urgentes são mesmo a cobertura dos edifícios para que fiquem estes problemas resolvidos para uns bons anos, assim como a manutenção de portas, janelas, equipamentos de som, espaços verdes.
Estamos neste momento a atravessar uma grande praga de ratazanas, mas isto ao nivel do concelho todo, em que as mesmas estão a fazer com que todos os passeios estejam a abater e onde neste momento temos zonas intransitáveis.

J.A.-Como está a situação financeira da autarquia neste novo mandato?
P.U.F.-A situação financeira nesta autarquia está normalizada dentro do que são os nossos valores anuais, sendo que neste momento estamos a receber a duodécimos, o que por vezes não conseguimos fazer outro tipo de investimentos.

J.A.-A câmara presta apoio às juntas de freguesia
P.U.F.-Sim, a Câmara Municipal está sempre disponível para nos ajudar, nomeadamente a nivel de logística, de apoio jurídico e administrativo, visto que a nivel financeiro não atravessa os melhores dias.

J.A.-Que mensagem quer transmitir à população da sua autarquia
P.U.F.-Em primeiro lugar agradecer a confiança que tiveram neste executivo e deixar claro que este executivo está atento a todos os problemas do dia-a-dia e estaremos sempre empenhados em resolver o mais rapidamente possível, dentro das nossas possibilidades. Queremos que a população colabore connosco dando a sua opinião e chamando a atenção para os problemas que cada um se depara no seu dia-a-dia de forma a que o executivo consiga articular toda a sua equipa para os resolver.

J.A.- O Jornal das Autarquias existe desde 2007! Quer deixar-nos a sua opinião sobre o trabalho do mesmo?
P.U.F.-É um trabalho de excelência, tendo em conta que se consegue divulgar o trabalho das autarquias locais que por vezes passam um pouco despercebidas.

Go top