JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Julho 2019 - Nº 141 - I Série - Alentejo

Alentejo

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Baronia

Agostinho José do Ó Mira

J.A.- Que conclusões tira dos últimos resultados das eleições Europeias?
P.J.- Nos últimos resultados das eleições podemos verificar que os números de abstenção subiram, e é dessa forma que eu acredito que devemos mudar a política, para que possamos mostrar aos eleitores que é no voto deles que está o nosso futuro, é essa a conclusão que eu chego, é urgente uma nova política que nos leve á diminuição da abstenção por parte dos eleitores.

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.- A nossa freguesia brinda-nos com diversos pontos que podem e devem ser visitados, desde igrejas, ermidas e um museu que temos ao dispor. Podem também fazer refeições em diversos restaurantes que a freguesia tem, a prova disso é o nosso roteiro turístico que fizemos para quem visite a nossa terra tenha oportunidade de a conhecer no seu todo.

J. A. – O aumento do desemprego gerou muita pobreza, como está essa freguesia a gerir esse problema?
P.J.- Posso dizer que felizmente na nossa freguesia não temos uma taxa grande de desemprego, pode existir um caso ou outro, mas a Câmara Municipal através do Conselho Local de Ação Social de Alvito é uma das principais fontes de trabalho, assim como as empresas agrícolas que envolvem a nossa região.

J. A. – O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente no nosso país e qual a causa e efeito?
P.J.- É um tema importante, podemos ver por os números apresentados que só em meio ano morreram enumeras mulheres. É um número altíssimo, uma problemática que deve ser trabalhada, que merece a total atenção por parte de todos nós, é difícil enumerar uma causa, acredito que talvez o stress diário, a falta de emprego e apoios possa levar as pessoas ao seu limite e que dentro da sua casa possa levar a desentendimentos que acabem em tais tragédias, de qualquer das formas acredito que devemos continuar com o apoio às vitimas, criar condições e programas que as possam proteger e actuar de imediato sempre que se sinaliza um caso de violência doméstica, para que possamos evitar desfechos como os que temos vindo a verificar.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento um infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.- É um facto que as novas gerações têm vindo a crescer de uma forma muito repentina. Quando digo isto, digo porque acredito que a liberdade que hoje em dia é dada desde muito cedo prejudica no crescimento, vivem situações que podem não ser adequadas a idade e pode expô-los a riscos desnecessários. Não quero com isto dizer que devemos voltar ao tempo dos nossos avós, mas que de
certa forma o que anteriormente era de menos hoje é demais. No entanto, na nossa freguesia posso afirmar que esta problemática não está presente.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Como presidente da junta por mim falo, não podemos agradar a todos, a violência não é só física é também verbal, quantas vezes vou na rua e tenho de ouvir determinadas palavras menos simpáticas. As pessoas não têm tolerância umas com as outras, não tem capacidade de aceitar opiniões diferentes, nem de aceitar o espaço do outro. É triste, mas acredito que a cada dia que passa tem tendência a piorar.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- Na nossa freguesia usamos os nossos recursos possíveis para poder estar presente nas dificuldades dos nossos idosos, proporcionamos acessos e transporte sempre que precisam de ir a consultas, ou deslocar-se à nossa sede de concelho para resolverem alguma questão, bem como, ajuda financeira em determinadas receitas médicas que consideramos urgentes de ajuda.

J.A.- Com a aproximação do tempo quente, Verão, que tipo de prevenção utilizada para minimizar danos como os que aconteceram em anos transactos?
P.J.- Na nossa freguesia felizmente nunca tivemos de nos deparar com nenhuma situação como aconteceram noutras localidades, mas uma das nossas maiores preocupações são a limpeza dos aceiros para que possamos minimizar o impacto se tal situação um dia vier a acontecer.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vitimas do mesmo?
P.J.- Como disse anteriormente, a nossa freguesia nunca se deparou com um situação dessa natureza, mas acredito que se existir algum dia essa possibilidade estaremos preparados para poder fazer o nosso melhor na medida que nos for possível.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- É de extrema importância que sejam requalificados os acessos a nossa freguesia, é nesse ponto que nos debatemos e que todos os dias trabalhamos, para que possamos melhorar os acessos para o bem de todos os que cá vivem e de todos aqueles que nos queiram visitar.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- Para além dos acessos que acreditamos ser uma das prioridades, temos também a falta de um médico, que é também um das nossas maiores preocupações. É estranho que o estado gaste tanto dinheiro a formar médicos e de pois se verifique a fuga dos cidadãos para o sector privado, é uma situação que não se admite e que de facto é preocupante não só nesta freguesia como em todas as outras que sofrem do mesmo problema.

J. A. – Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- Trabalhamos todos os dias para proporcionar as melhores condições a nossa população, atender às suas necessidades, mas o futuro, o futuro a deus pertence.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.- Tento sempre levar a mensagem de que Vila Nova também é viva, que deve ser apoiada. É uma freguesia com história, com população jovem que tem vontade de fazer mais e melhor, e eu como presidente, devo e quero que todos se orgulhem daquilo que construímos juntos.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- Felizmente a nossa Junta de freguesia, é uma junta saudável.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J.- Não temos nada que dizer da Câmara Municipal de Alvito, apoia-nos sempre que necessitamos.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Que lutem e não deixem morrer a nossa freguesia.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Consigo dividir bem as duas vertentes da minha vida, uma coisa é o trabalho enquanto presidente da junta outra totalmente diferente é a minha família, não tenho por hábito misturar as duas.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Primeiramente agradecer pela entrevista, e que continuem com o vosso trabalho, que lhes traga sucesso.

Go top