Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Saboia

Humberto Mendes

J.A.- O turismo e o setor primário são valorizados nessa autarquia?
P.J.- Sim, ambos os setores têm uma grande importância para a freguesia, sendo estes os setores que geram mais emprego e riqueza.
Ao nível do turismo esta autarquia tem colaborado com as iniciativas locais e com entidades de promoção turística do concelho de Odemira.
Respeitante ao setor primário, temos colaborado com a promoção de produtos endógenos através dos eventos promocionais organizados por Associações locais.

J.A.- As medidas já tomadas pelo Governo contra a violência doméstica, serão suficientes para atenuar esse flagelo?
P.J.- Temos verificado que esse problema tem sido alvo de uma atenção especial ao longo dos últimos anos. O trabalho das entidades envolvidas tem sido muito importante. Não temos acesso a dados concretos, mas temos conhecimento que é a população tem tido conhecimento através de ações de sensibilização e que esse conhecimento permite um melhor acesso à fuga e ao pedido de ajuda em situações de violência. Ao nível desta autarquia, tentamos ter uma posição ativa, atuando com a descrição que este assunto carece.

J.A.- Que recursos financeiros necessitam as populações mais enfraquecidas (a vários níveis) nessa autarquia?
P.J.- Saboia, assim como a maior parte das freguesias do interior, necessita de investimento, de criação de emprego, para poder incentivar a população mais jovem a permanecer na freguesia e atrair novos moradores. Existem algumas iniciativas governamentais, mas estas parecem não ser suficientes para incentivar mais jovens.
A deficiente rede móvel e de cobertura de fibra ótica e de transportes são recursos também importantes que deveriam estar acessíveis a toda a população.

J.A.- O que pensa sobre as medidas tomadas pelo governo sobre o Covid 19 e a sua vacinação?
P.J.- Covid 19 revelou-se uma situação que ninguém esperava e para a qual ninguém estava preparado. Por isso, torna-se difícil avaliar a medidas tomadas. As equipas decidiram com base em orientações técnicas.
Quanto à vacinação, como é de conhecimento geral, tivemos um bom desempenho e conseguimos ter a população mais vulnerável vacinada dentro dos prazos previstos, sem grandes percalços.

J.A.- Que medidas pensa tomar durante este novo mandato?
P.J.- Neste momento, estou no início do segundo mandato. Infelizmente, tivemos o primeiro mandato atípico e não nos foi possível realizar grande parte dos projetos previstos. Neste novo mandato, pretendemos a requalificação do Dispensário, da Casa do Povo bem como da entrada da Aldeia. Colocar em andamento o projeto de melhoramento do Pavilhão Multiusos, a continuidade das obras na Moagem com o objetivo da criação de um Centro Interpretativo do Medronho. O alargamento do Bairro, a aquisição de um terreno para criação de um estaleiro para as nossas máquinas e finalizar as obras no cemitério, nomeadamente a rampa de acesso pelo exterior.

J.A.- Que problemas mais prementes necessitam de intervenção rápida nessa autarquia?
P.J.- Existem vários problemas na freguesia, mas infelizmente muitos deles não são da competência da autarquia. Temos problemas ao nível do abastecimento de água de rega e algumas pessoas que vivem em montes mais isolados com problemas de fornecimento de água para o uso doméstico. A falta de rede móvel e de fibra ótica são situações que nos dificultam numa fase em que as tecnologias e o teletrabalho se tornaram ferramentas importantes e que podiam trazer mais famílias para viver no interior estando as mesmas em teletrabalho; A construção de uma nova ETAR para fazer face a um problema ambiental que carece de uma intervenção urgente. A remodelação da extensão de saúde de forma a que os utentes possam ter os cuidados básicos de saúde em instalações dignas. O reforço do número de militares ao serviço no posto da GNR de Saboia, de forma a aumentar a segurança na freguesia de Saboia e freguesias vizinhas. A falta de uma rede de transportes circular que permita a população dos aglomerados se deslocar à sede de freguesia e sede de concelho.

J.A.- Como está a situação financeira da autarquia neste novo mandato?
P.J.- Temos uma situação financeira razoável que nos permite executar os projetos previstos e cumprir os compromissos assumidos.

J.A.- A câmara presta apoio às juntas de freguesia?
P.J.- Tem existido uma boa relação entre o Município de esta autarquia. Nos últimos anos o Município tem realizado algum investimento nesta freguesia, nomeadamente com a aquisição e remodelação do recinto da antiga moagem e o projeto de reabilitação do edifício da antiga Casa do Povo. Ao nível de apoio logístico temos contado sempre com o apoio do Município de Odemira. Referente aos apoios financeiros, podiam sempre ser maiores face aos constantes aumentos registados.

J.A.- Que mensagem quer transmitir à população da sua autarquia?
P.J.- Queremos demonstrar a nossa disponibilidade para ouvir a população na exposição dos seus problemas, na partilha de ideias e estimular a entreajuda entre população e entidades. Queremos focar-nos em problemas concretos e tentar encontrar soluções práticas e eficazes que possam melhorar a qualidade de vida de todos aqueles que escolheram Saboia para viver, trabalhar ou visitar.

J.A.- O Jornal das Autarquias existe desde 2007! Quer deixar-nos a sua opinião sobre o trabalho do mesmo?
P.J.- Queremos felicitar o Jornal das Autarquias pelo excelente trabalho de divulgação e agradecer a possibilidade de permitir que as autarquias possam dar a conhecer um pouco da sua identidade, partilhar o seu trabalho e as problemáticas e divulgação de projetos. É uma excelente ferramenta de partilha e de difusão. Agradecemos a oportunidade e desejamos votos de muito sucesso na continuação deste projeto.

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