JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Julho 2019 - Nº 141 - I Série - Alentejo

Alentejo

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Castro Verde e Casevel

António José Luz Paulino

J.A.- Que conclusões dos últimos resultados das eleições Europeias?
PJ . – Regista-se uma grande indiferença por parte da população aos problemas europeus. A população portuguesa está distante das questões europeias, mas os partidos políticos têm uma grande quota parte de culpa no afastamento dos eleitores, trazendo para discussão os problemas nacionais, quando deveriam informar efetivamente a população, da verdadeira importância da integração europeia. Contudo constata-se uma tendência no voto expresso, confiando no partido que actualmente é governo.

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J. –O concelho de Castro Verde foi há cerca de 2 anos classificado como Reserva da Biosfera da Unesco, reconhecendo o ecossistema humano de elevado valor, contabilizando a conservação da natureza, com uma agricultura sustentável, valorizando o património cultural. Nesse sentido o turismo da natureza será a maior riqueza desta freguesia e do concelho, potenciando todo o tecido económico, nomeadamente o setor da hotelaria e da restauração.

J. A. – O aumento do desemprego gerou muita pobreza, como está essa freguesia a gerir esse problema?
P.J – A União de Freguesias, não tem problemas acrescidos com o desemprego, pois a existência de um complexo mineiro no concelho, absorve toda a mão de obra disponível do mesmo, existindo apenas desemprego residual ao nivel do sexo feminino.

J. A. – O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente no nosso país e qual a causa e efeito?
P.J- É um problema que impera na nossa sociedade atual, e que apesar de todos os dias haver uma maior sensibilização para o problema, tarda a encontrar-se a solução para este flagelo.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar é neste momento uma infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J. – É uma falha que não poder ser apontada apenas a um setor em particular, a falha é global, da família, dos educadores, enfim da sociedade.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J - Falta Educação familiar, A escola para ensinar, e os pais para educar.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- Protocolos e parcerias com as IPSS da União de freguesias, actividades culturais e de Lazer ao longo de todo o ano e serviços de atendimento personalizados com deslocações a todo o território da União de Freguesia, no sentido de resolver os problemas de todo o nível.

J.A.- Com a aproximação do tempo quente, Verão, que tipo de prevenção utilizada para minimizar danos como os que aconteceram em anos transactos?
P.J. – A União de Freguesia, tenta ao máximo cumprir as obrigações legais sobre as questões de segurança contra incêndios, promovendo a limpeza de terrenos abandonados, bem como as faixas de combustível, em redor de todas as aldeias e montes, e sensibilizando a população para os cuidados que deve ter no período estival, e de maior temperatura.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo, e qual o apoio dado às vítimas do mesmo?
P.J. – Podemos dizer que a nossa região não tem sido afetada pelo flagelo dos incêndios, e por esse facto não tem necessidade de atuar nesta matéria de forma mais efetiva, sem nunca descurar esta problemática.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J – O envelhecimento da população das aldeias e montes, associada à desertificação das aldeias e montes, com a deslocação da população para a sede de concelho.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J. – A rede viária, é um problema actual, com necessidades de intervenção urgente a todos os níveis, quer a nível nacional, quer a nível autárquico.

J. A. – Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P. J. – As perspectivas de futuro são risonhas. Castro Verde é um concelho com muitas potencialidades, e onde dá gosto viver.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J. – A mensagem que transmito, é uma imagem positiva e de futuro para a minha freguesia e para o meu concelho, porque é um região com potencialidades económicas a todos os níveis, e acarinha todos os potenciais investidores no sentido de trazerem mais valor acrescentado à economia local.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J . – A situação financeira é estável, cumprindo escrupulosamente os nossos compromissos financeiros com os nossos parceiros e fornecedores a tempo e horas.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J. – Existe apoios da Câmara Municipal às juntas de freguesias, existindo delegações de competências nalgumas áreas, com a celebração de contratos inter-administrativos e acordos de execução. Aguarda-se com alguma expectativa a transferência das novas competências para as freguesias.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J. – A União de Freguesias de Castro Verde e Casével, é uma autarquia de portas abertas, e está sempre disponível para ouvir a sua população, e disponível para a ajudar dentro das suas competências e atribuições.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J - Com facilidade, quando se ama verdadeiramente a terra que nos viu nascer.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J- Votos dos maiores sucessos, e continuem como sempre, a divulgar o que de bom se faz no nosso poder local democrático.

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