JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Julho 2019 - Nº 141 - I Série - Alentejo

Alentejo

Entrevista ao Presidente da Câmara Municipal de Barrancos

João António Serranito Nunes

J.A.- Valorize o sector primário e o turismo desse concelho?
P.C.- O setor primário é de grande relevância para o concelho, na medida em que a produção agropecuária é das principais fontes de riqueza do concelho. O turismo também se vem revelando muito importante, quer no touring cultural, gastronómico ou paisagístico.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.C.- A autarquia vem tomando as medidas que lhe são possíveis, através dos diversos apoios sociais que concede. O desemprego local, sempre se manteve a níveis elevados, matéria que como sabemos ultrapassa as competências municipais.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país e qual a causa/efeito?
P.C.- A violência doméstica é uma tragédia da qual nos vamos dando conta à medida da sua difusão pelos media. Sempre existiu. Talvez com menor intensidade. Não dispomos de dados científicos anteriores. As sociedades contemporâneas geram essa violência. As causas? Intolerância, individualismo, falta de respeito pelo outro, dificuldades económicas, influências externas, parece-me que são das principais causas.

J.A.- A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar é neste momento uma infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.C.- Trata-se aqui de uma questão que entronca em algumas das explicações anteriores. Falta de acompanhamento familiar, influências externas, entre outras, poderão dar-nos alguma explicação.

J.A.- Estando a população cada vez mais envelhecida, e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.C.- A autarquia presta amplo apoio às instituições vocacionadas para este trabalho. Contudo, também prestamos apoio em reparações habitacionais e estudamos a atribuição de medidas específicas aos mais carenciados.

J.A.- Com a aproximação do tempo quente, Verão, que tipo de prevenção utilizada para minimizar danos como os que aconteceram em anos transactos?
P.C.- O município dispõe de um Serviço Municipal de Proteção Civil que atua em todas as matérias da sua competência e em articulação com a Corporação de Bombeiros local.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo?
P.C.- O governo comparticipa no pagamento de uma equipa de sapadores e a ANPC também apoia a Equipa de Intervenção Permanente.

J.A.-Qual o maior problema com que esse concelho se debate?
P.C.- O maior flagelo que nos afeta é o desemprego, que atinge níveis muito elevados, na ordem dos 20%.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.C.- O mais grave são as acessibilidades, a que se segue só se dispor de médico em horário de função pública.

J.A.-Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nesse concelho?
P.C.- A principal mensagem é de que dispomos de espaço e infraestruturas capazes de acolher qualquer empresa que aqui se queira instalar, para além de mão-de-obra disponível e qualificada. Porque estamos muito próximo de Espanha, com boas acessibilidades e um mercado que gosta dos nossos produtos e tem bom poder de compra.

J.A.- A câmara municipal tem algum tipo de parcerias e protocolos com instituições de ensino? Em que áreas e como se desenrolam esses protocolos?
P.C.- A Câmara apoia os estudantes do concelho, quer através do apoio dado às famílias, no âmbito dos manuais escolares e ao Agrupamento de Escolas para os alunos que estudam em Barrancos, até o 3º Ciclo do Ensino Básico, quer através de bolsas de estudos para os alunos do Ensino Secundário e Ensino Superior.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.C.- Estável.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.C.- Apoios protocolados nas diversas áreas em que a Junta de Freguesia pode desempenhar de modo mais eficaz aquelas tarefas.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população do seu concelho?
P.C.- A mensagem que quero deixar é que com o trabalho que estamos a desenvolver haverá mais estabilidade familiar, mais qualificação e equidade social.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.C.- A vida autárquica é extremamente exigente e necessita de entrega total. Neste contexto a vida familiar sai prejudicada.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.C.- Que prossiga o seu trabalho de divulgação de uma área de governação de extrema importância para as populações que na maioria das vezes só com a proximidade que o município confere é possível ultrapassar as dificuldades.

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